Ter fé é caminhar no escuro com o coração aceso.
É confiar que a ponte vai aparecer no próximo passo, mesmo quando não se vê nada além do abismo.
Fé não é certeza; é coragem de seguir apesar da dúvida.
É fechar os olhos e, ainda assim, enxergar um caminho.
É aquela voz baixa que sussurra “vai dar certo”, mesmo quando tudo grita o contrário.
Ter fé é conversar com o invisível e sentir que foi ouvido.
É abraçar o vento e acreditar que há braços ali.
É plantar em terra seca, esperando a chuva que ainda não veio.
É uma dança com o impossível, de olhos vendados, pés firmes.
Fé é levantar da cama quando o mundo pesa.
É olhar o caos e ver ordem escondida entre os cacos.
É uma teimosia bonita, uma esperança de aço.
Fé é quando a alma se recusa a desistir, mesmo cansada.
É confiar no tempo, na vida, no recomeço.
É construir castelos com areia e sonhos.
É esperar sem pressa, acreditar sem provas, amar sem garantias.
Fé é o invisível fazendo morada no coração.
É uma vela acesa em meio à tempestade.
É não estar sozinho, mesmo no silêncio.
É o milagre de continuar.
Vai dar certo.








