Essa frase me pegou de todas as maneiras possíveis. Atingiu uma camada que eu nem imaginava que existia.
Pra mim, que sou artista, a vida sempre foi sentida de um jeito diferente. A arte é alimento. E quando você nasce assim, sente tudo de forma mais complicada.
A comida tem mais sabor. O perfume tem mais projeção. As memórias têm mais peso. E eu sinto tudo. Mas tudo intensamente. O amor. A paixão. E principalmente a dor.
Quando eu era criança, ansiava ficar rica e encontrar o grande e verdadeiro amor. Spoiler: não fiquei rica, mas encontrei o meu amor.
Também lutei para amar e, principalmente, para me deixar ser amada.
Claramente não estou bem. Fui chutada. Fui quase o amor da vida de alguém.
Estava assistindo à série Amor da Minha Vida e uma fala da personagem Bia me deu dois tapas na cara. O icônico monólogo “Eu sou um quase” fala sobre inadequação, insegurança e aquela sensação de nunca chegar lá.
Porque, em algum momento, todos nós já fomos um quase.
Quase suficiente.
Quase inesquecível.
Quase o amor da vida de alguém.








