Ir à Bienal é, antes de tudo, permitir-se entrar em um universo onde as palavras ganham vida.
Foi assim com nosso grupo que saiu de Pinda e decidiu viver essa experiência de perto.
Entre corredores, estandes e diferentes ambientes, cada olhar encontrava uma novidade. A feira reunia escritores, leitores, editoras, lançamentos e histórias esperando para serem descobertas. Havia livros para todos os gostos, mas também havia algo que não se compra: o encantamento.
A cada espaço visitado, uma nova possibilidade de leitura se apresentava, além dos muitos espaços instagramáveis para muitas fotos.
E, no meio de tantas opções, veio o momento de escolher um livro e também uma companhia para os próximos dias.
É levar para casa uma história que pode nos fazer pensar, sorrir, recordar ou recomeçar.
Percorremos os ambientes com olhos atentos e coração aberto, porque uma Bienal não é apenas uma feira de livros.
É um lugar de encontros: com autores, personagens, ideias e, muitas vezes, conosco mesmos.
Há algo de especial em caminhar cercado por tantas histórias. Elas nos lembram que ninguém vive uma única narrativa. Cada pessoa carrega capítulos, pausas, páginas difíceis e momentos de renovação.
Talvez seja por isso que a literatura tenha tanto poder de cura: uma frase pode chegar justamente quando precisamos ouvi-la; uma personagem pode traduzir aquilo que ainda não conseguimos dizer; um livro pode nos oferecer silêncio, companhia e até uma nova maneira de enxergar a vida.
Ao voltar da Bienal, não levamos apenas sacolas ou malas com livros.
Levamos memórias, descobertas, conversas e a alegria de ter compartilhado uma experiência.
Porque quando nos reunimos em torno das palavras, alguma coisa dentro de nós também se transforma.
E talvez essa seja uma das formas mais bonitas de cura: descobrir que ainda existem histórias capazes de tocar o coração.









