
Colaboração Gisele Godoi
Se você tem parcelas do cartão, financiamento ou algum empréstimo para pagar, saiba que essa realidade é compartilhada por milhões de brasileiros.
De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta quinta-feira (6) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 82% das famílias do país estão endividadas, atingindo o maior índice já registrado.
O grande vilão continua sendo o cartão de crédito, responsável por mais de 85% das dívidas. Depois aparecem os carnês de lojas, empréstimos pessoais e financiamentos de imóveis e veículos.
Outro dado que preocupa é que, em média, quase 30% da renda das famílias já está comprometida com o pagamento de dívidas, deixando o orçamento cada vez mais apertado.
Para quem mora em Pindamonhangaba e nas cidades do Vale do Paraíba, o cenário não é diferente. Com o custo de vida em alta, muitas famílias recorrem ao crédito para fechar as contas do mês e manter as despesas em dia.
Mesmo com a redução da taxa Selic para 14% ao ano, economistas alertam que o alívio no bolso deve acontecer de forma lenta. A expectativa é que os juros menores facilitem a renegociação das dívidas, mas o endividamento das famílias ainda deve continuar crescendo nos próximos meses.
Como sair das dívidas e recuperar o controle do orçamento
Especialistas orientam que, para quem está com as contas apertadas, o primeiro passo é parar de fazer novas dívidas, principalmente no cartão de crédito, que tem os juros mais altos do mercado.
Confira algumas dicas:
• Anote todas as dívidas e descubra exatamente quanto deve.
• Priorize as contas com juros mais altos, como cartão de crédito e cheque especial.
• Negocie os débitos diretamente com bancos e empresas. Muitos oferecem descontos e parcelamentos.
• Evite comprar por impulso enquanto organiza as finanças.
• Monte um orçamento mensal, separando primeiro o dinheiro para despesas essenciais.
• Se possível, faça uma renda extra para acelerar o pagamento das dívidas.
A orientação dos economistas é simples: quem consegue organizar o orçamento, negociar as contas e evitar novas compras a prazo tem mais chances de sair do vermelho e voltar a respirar financeiramente.








