

A literatura será novamente o ponto de encontro entre diferentes culturas, histórias e formas de expressão durante a 4ª Festa Literária de Pindamonhangaba (Flipinda), que acontece nos dias 13, 14 e 15 de agosto, no Armazém da Lagoa, na Praça Sete de Setembro, região central da Pindamonhangaba (SP). Organizada pela APL (Academia Pindamonhangabense de Letras) por meio de parcerias público-privada e com apoio da Prefeitura de Pindamonhangaba (por meio da Secretária Municipal de Cultura e Turismo), a Festa tem entrada gratuita e reúne escritores, pesquisadores, artistas, educadores e o público em geral em uma programação que valoriza a leitura, a diversidade e o diálogo entre as artes.
A edição de 2026 tem como curador o escritor Joaquim Maria Botelho, e traz como tema “Conexões”, inspirado na ideia de que as pessoas se conectam por meio daquilo que compartilham: valores, pertencimento, memórias e conquistas, independentemente das diferenças.
“A diversidade é um dos pilares da programação, que contempla diferentes etnias, gêneros, linguagens artísticas e áreas do conhecimento”, destaca Rhosana Dalle, presidente da APL. “Mais do que uma festa literária, a Flipinda reafirma seu compromisso de promover encontros entre diferentes vozes e saberes, fazendo da literatura um ponto de partida para dialogar com a música, as artes visuais, a história, a comunicação, a educação e a tecnologia.”
O slogan desta edição, “Contar histórias para que o mundo continue”, é uma frase do escritor Daniel Munduruku, autor homenageado da Flipinda. Um dos principais representantes da literatura indígena brasileira, o escritor paraense, que há mais de duas décadas vive no Vale do Paraíba, abrirá oficialmente a programação com uma palestra na noite de quinta-feira (13).
Além de Daniel Munduruku, a Festa recebe o escritor André Kondo, vencedor do Prêmio Jabuti de 2025, que participa de encontros com estudantes e de uma mesa sobre sua trajetória literária. Ao longo dos três dias, o público também poderá acompanhar debates sobre inteligência artificial, literatura, educação, mulheres negras e indígenas nas artes, memória afetiva, gêneros narrativos, história local, comunicação, música e patrimônio cultural.
Abertura
A programação começa na quinta-feira, 13 de agosto, às 19h30, com a cerimônia oficial de abertura. Em seguida às 20h, Daniel Munduruku ministra a palestra de abertura da Flipinda.
Na sequência, às 20h30, acontece a roda de conversa “Bicentenário da Corporação Musical Euterpe – 1825-2025”, reunindo a escritora e cronista Juraci Condé e o maestro Marcos Roberto de Souza, com mediação de Ricardo Estêvão. Encerrando a primeira noite, às 21h, o público poderá assistir à apresentação da Camerata Jovem e do Coral Júlia San Martin Boaventura.
Flipindinha
A sexta-feira (14) será dedicada ao público infantil com a Flipindinha, que reúne atividades voltadas ao incentivo à leitura.
9h: Cláudia Toledo conduz a atividade Orquestra de Papel.
9h30 às 10h30: Daniel Munduruku conversa com crianças sobre suas obras.
10h30 às 11h: Cíntia Moreira apresenta uma sessão de contação de histórias.
11h: André Kondo participa do encontro “Conexões: André Kondo e seus contos do Nascente ao Poente”, compartilhando experiências de viagem e literatura com jovens leitores.
14h: Orquestra de Papel retorna para uma nova atividade.
14h30 às 15h30: André Kondo realiza uma segunda conversa com estudantes.
15h30: a mesa “Conexões: Vanguardismo literário das escritoras pindamonhangabenses” homenageia Hilda César Marcondes da Silva e Eloyna Salgado Ribeiro, reunindo Dal Marcondes e Suzana Ribeiro, com mediação da historiadora Gislene Alves.
17h: Sarau Literário aberto ao público, organizado por Alberto Santiago, valorizando escritores, músicos e grupos de leitura da cidade.
18h30: stand-up “Dores e amores de um editor”, apresentado por Marcelo Nocelli, fundador da Editora Reformatório.
19h30: Batalha de Rimas, conduzida por Saulo, com sonorização do DJ Célio, seguida de um baile flashback aberto ao público.
Literatura, memória e tecnologia
No sábado (15/8), a programação vai reunir mesas para tratar de inteligência artificial, mulheres negras e indígenas na literatura e artes e muitas histórias e afetos.
9h: mesa “Conexões: Inteligência Artificial na literatura e na educação”, reunindo Gabi Morais, Humberto Felipe e Alessandro Saade, com mediação de Júlio Valle, para discutir os impactos das novas tecnologias na produção literária e no ensino.
10h30: André Kondo traz a mesa “Conexões: André Kondo e sua literatura constelar”, em conversa com Benilson Toniolo.
11h30: mesa “Conexões: Mulheres negras e indígenas nas letras e nas artes”, reunindo Jucélia Batista e Denilson de Paula Costa, com mediação de Eva Andrade.
14h30: Mariana Ianelli e Cecília Furquim participam da mesa “Conexões: Diversidade de gêneros narrativos”, mediada por Joaquim Maria Botelho.
16h30: literatura local ganha destaque com “Conexões: Pinda afetiva”, reunindo Gerson Iório, Guilherme Balarin e Elisabete Nogueira da Silva Guimarães, sob mediação de Luís Cláudio Antunes.
17h30: mesa “Conexões: Histórias exemplares que a TV contou” reúne os jornalistas Pedro Melo e Carlos Abranches, com mediação de Fernanda Munhoz, para compartilhar histórias inspiradoras registradas pelo jornalismo regional.
Exposições
Durante os dias 14 e 15 de agosto, o público poderá visitar duas exposições permanentes instaladas no Armazém da Lagoa.
Uma delas reúne pinturas de artistas de Pindamonhangaba, com curadoria de Fábio Mendes e Ana Maria Guimarães. A outra apresenta a exposição Arte e Palavra, dedicada ao pensamento e à obra do líder quilombola Nego Bispo, com curadoria de Deni Dias, do Iacam.








