
Colaboração Gisele Godoi
Quem costuma fazer compras pela internet e pagar com Pix precisa ficar ainda mais esperto. Um novo tipo de golpe identificado pelo Procon-SP pode alterar o QR Code apresentado na página de pagamento de lojas virtuais e fazer o dinheiro cair na conta de outra pessoa ou empresa.
E não é só o QR Code que pode ser adulterado. O golpe também pode modificar a opção de pagamento por Pix no sistema de “copia e cola”, tornando a fraude ainda mais difícil de perceber.
Por isso, o Procon-SP faz um alerta importante: na hora de pagar, não basta olhar apenas se o valor da compra está correto. Antes de confirmar o Pix, é fundamental conferir os dados que aparecem no aplicativo do banco.
O consumidor deve verificar principalmente o nome e o CNPJ do destinatário. As informações precisam corresponder à loja onde a compra foi feita ou, quando houver uma empresa responsável pelo processamento do pagamento, estar de acordo com a empresa ou instituição indicada durante a operação.
Se aparecer um nome desconhecido ou qualquer informação que não tenha relação com a loja ou com a instituição responsável pelo pagamento, é melhor parar por aí e não concluir a transferência.
Essa simples conferência pode ser justamente o que vai evitar que o consumidor caia no golpe.
E se o Pix já foi enviado?
Quem perceber que fez um Pix para um destinatário diferente daquele relacionado à compra deve agir rapidamente. A primeira providência é entrar em contato com o banco ou instituição de pagamento e informar que a transação foi realizada em razão de um golpe.
O consumidor deve pedir a contestação do Pix e solicitar a devolução do dinheiro por meio do Mecanismo Especial de Devolução, conhecido como MED 2.0.
Também é importante avisar a loja onde a compra foi realizada e guardar tudo o que puder servir como prova: comprovante do Pix, dados da transação, prints da compra, conversas, e-mails e registros dos contatos feitos tanto com a empresa quanto com o banco.
Uma mudança recente também ampliou o prazo para utilização do mecanismo. O Banco Central aumentou de 30 para 80 dias o período para que consumidores e lojistas possam utilizar o MED em casos de transações equivocadas ou fraudulentas.
Na dúvida, vale aquela velha regra: antes de apertar o botão para pagar, confira para quem o dinheiro está indo. No Pix, alguns segundos de atenção podem evitar uma grande dor de cabeça.








