
Colaboração Gisele Godoi
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da vacina MenQuadfi em bebês a partir de 6 semanas de vida. O imunizante protege contra os sorogrupos A, C, W e Y da meningite meningocócica.
A decisão vale para todo o Brasil e permite que médicos indiquem a vacina para essa faixa etária. A MenQuadfi já era autorizada para outras idades, mas agora a indicação foi ampliada para incluir os bebês menores.
E aqui vem a dúvida que muitos pais podem ter: se a Anvisa liberou, já posso levar meu bebê ao posto de saúde para tomar a vacina? Ainda não.
A autorização da Anvisa permite o uso da vacina no país, mas não significa que ela tenha sido incorporada automaticamente ao calendário de vacinação do SUS. Para isso, é necessária uma avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, a Conitec. A análise leva em conta fatores como eficácia, segurança, custo e impacto financeiro para o sistema público. Depois desse processo, o Ministério da Saúde decide se a vacina será incorporada à rede pública.
Enquanto isso, a vacina pode ser encontrada na rede particular, dependendo da disponibilidade nas clínicas e da orientação do pediatra.
A ampliação da faixa etária foi baseada em dados de segurança e estudos envolvendo milhares de bebês e crianças. A medida amplia a possibilidade de proteção contra quatro importantes sorogrupos da bactéria meningocócica.
E por que essa proteção é tão importante?
A meningite é uma doença que provoca inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Alguns tipos podem evoluir rapidamente e causar complicações graves, como alterações neurológicas, perda de audição, sequelas permanentes e até morte.
Bebês e crianças pequenas merecem atenção especial porque ainda estão desenvolvendo suas defesas imunológicas. Por isso, manter a vacinação em dia é uma das principais formas de reduzir o risco de doenças infecciosas graves.
A vacinação também ajuda a proteger a comunidade. Quanto maior o número de pessoas protegidas, menor tende a ser a circulação de determinados agentes infecciosos, contribuindo para proteger inclusive quem não pode receber determinadas vacinas.








