O Brasil e o mundo vivem um quadro bastante preocupante nos índices de agravamento da saúde mental. Síndrome de Burnout, transtornos de ansiedade, depressão e TDAH estão no topo da lista.
Durante a pandemia, o isolamento social, o medo, as mortes abruptas, o luto coletivo, assim como as novas demandas e urgências, impactaram, de forma decisiva, o nosso modo de viver, de trabalhar e de nos relacionarmos.
Consequentemente, evidenciaram a necessidade e a urgência de darmos mais atenção à saúde mental, à inteligência emocional, às nossas economias, e etc. Foi nessa época, em meio a muito sofrimento e desespero, que as pessoas começaram a buscar práticas alternativas, como a yoga e a meditação para o manejo do estresse e da ansiedade, por exemplo. As mudanças foram significativas e ainda estamos nos adaptando a muitas delas.
O ponto é que essas mudanças vieram para ficar. Era digital, amores líquidos, trabalho home office, educação à distância, casamentos à distância, relacionamentos com robôs, bebês reborn; e por aí vai.
O que não muda, no capitalismo, é a necessidade de produzir e lucrar. Isso é inerente ao sistema e à manutenção de todo o aparato da sociedade. E dentro dessa lógica, é melhor que as empresas priorizem a saúde mental do trabalhador, uma vez que isso impacta diretamente a folha de pagamento no final do mês.
“A OMS estima 12 bilhões de dias de trabalho perdidos por ano por depressão e ansiedade, com custo de US$ 1 trilhão em produtividade global. No Brasil, transtornos mentais são a 2ª maior causa de afastamento pelo INSS, atrás apenas das doenças osteomusculares”.
Mês que vem é o prazo para a implementação da nova atualização da NR1. As NRs, ou Normas Regulamentadoras, foram publicadas pela Portaria MTb nº 3.214, de 8 de junho de 1978. As demais normas foram criadas ao longo do tempo para assegurar a prevenção da segurança e saúde de trabalhadores em serviços laborais e segmentos econômicos específicos.
Na nova atualização da NR1, o Ministério do Trabalho passou a exigir que as empresas identifiquem, avaliem e controlem riscos psicossociais dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Isso significa que fatores como sobrecarga de trabalho, pressão excessiva, conflitos, falta de apoio da liderança e estresse crônico passam a ser considerados riscos ocupacionais formais.
Eu gostaria muito de acreditar que o ser humano importa mais que o lucro, mas, de qualquer maneira, a atualização da NR1 não deixa de ser um avanço e um ponto importante.
Com esperança, Daya.









