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Projeto “Patchô – Casa de Criar” investe em melhorias estruturais para ampliar acesso e fortalecer ações culturais

A Casa Patchô, espaço cultural independente referência em criação e incentivo cultural em Pindamonhangaba e região, está realizando importantes melhorias em sua infraestrutura por meio do projeto “Patchô – Casa de Criar”. Viabilizada com recursos oriundos de leis de incentivo, a iniciativa busca ampliar as condições de acesso da população às atividades culturais, fortalecendo o espaço como ambiente de formação, convivência e troca de saberes.

Entre as intervenções já realizadas estão o nivelamento do piso externo, tornando a área mais segura e adequada para atividades abertas ao público; a reestruturação do Ateliê Colaborativo e do espaço de armazenamento de materiais, proporcionando mais funcionalidade e organização para artistas e participantes; e a reforma do banheiro para garantir acessibilidade, promovendo mais conforto, autonomia e inclusão para todos os frequentadores.

As melhorias reforçam o compromisso da Casa Patchô com a democratização do acesso à cultura, princípio que norteia todo o projeto.

Uma marcante iniciativa cultural recente que encontrou na Casa Patchô um espaço para os primeiros passos de um novo projeto foi a Cia. Teatral Controvérsias, com a construção da experiência “O coração do mundo”, nas ruas em fase de ensaios abertos.

“A Casa Patchô acabou se tornando um ninho, vamos dizer assim, um lugar de acolhimento para o nosso trabalho. Ela acolhe o nosso coletivo, mas também entendemos que é um lugar que irradia arte e cultura, como pudemos testemunhar nos diversos eventos realizados ao longo desses meses, sendo um espaço de formação, onde acontecem oficinas, encontros e debates”, destaca Adbailson Cuba, da Cia. Teatral Controvérsias. “É um lugar de fomento à arte, à cultura e às políticas públicas, independentemente da relação com o poder público. Trata-se de um ambiente consciente da importância da formação de público, de plateia e também de artistas.”

Mais sobre “O coração do mundo”

Responsável por obras marcantes como “Bumba-meu-boi”, “Num meio dia de fim de primavera” e “Folia de Homem-Diabo”, a Cia. Teatral Controvérsias passou a trabalhar na nova proposta ainda no período pandêmico.

“Ao longo desse período escrevemos cenas, criamos materiais e reunimos tudo a partir de um roteiro-base que desenvolvi”, destaca o autor Adbailson Cuba. “Posteriormente, eu e Gilvan Balbino, ator e diretor teatral pernambucano radicado no Rio de Janeiro, organizamos e finalizamos o texto, conectando as diversas ideias que surgiram entre 2020 e 2023. Foi um período de muitas incertezas, em que não sabíamos exatamente o que aconteceria conosco nem com o setor cultural.”

A experiência, que acontece em locais públicos, marca um encontro definitivo e potente da Cia. Teatral Controvérsias com as ruas.

“Passamos a investigar lendas urbanas, as encruzilhadas, a noite e seus personagens: o gato preto, a dama da noite, as ciganas, os mendigos, as prostitutas e tantas outras figuras que habitam o imaginário das ruas”, enfatiza Adbailson. “Foi então que decidimos utilizar a própria cidade como arquitetura cênica. As ruas se transformaram em palco e passaram a fazer parte da dramaturgia. Desde então, desenvolvemos o espetáculo nesse diálogo constante com os espaços urbanos.”

A diretora Flávia Bertinelli, que também teve contato com a proposta ainda no período pandêmico, relembra o reencontro com Adbailson Cuba em 2025, quando deram sequência à proposta. A partir de 2026, na Casa Patchô, foram realizados os ensaios de construção cênica e desenvolvimento do personagem.

“O espetáculo é um épico que acompanha a jornada de um anti-herói. O texto recebe influências da nossa ancestralidade mítica, especialmente da tradição grega, que durante muito tempo serviu de base para a cultura ocidental. Ao mesmo tempo, incorpora influências de manifestações populares que trazem elementos afrodiaspóricos e dos povos originários. Há, por exemplo, uma cena que apresenta a figura do boi, símbolo que reúne referências da ancestralidade ibérica, africana e de outras matrizes culturais”, explica Flávia.

“Em cada uma dessas encruzilhadas, a jornada do anti-herói é alimentada por esse pluralismo cultural presente na escrita de Adba e Gilvan Balbino. A dramaturgia textual também nos remete a imagens e universos visuais que lembram cineastas como Alejandro Jodorowsky e, por que não, às cores e à estética de artistas visuais contemporâneos.”

Para acompanhar mais sobre a construção e agenda de ensaios abertos de “O coração do mundo”, siga a Cia. Teatral Controvérsias no Instagram: cia.controversias.

AGENDA DE ENSAIOS ABERTOS

Dia 3 de julho (sexta-feira), às 20h.

Dia 4 de julho (sábado), às 17h e 20h.

Para todas as apresentações haverá tradução em libras e será realizada a arrecadação de 1 kg de alimento não perecível. A concentração acontece na Praça Sete de Setembro, no centro de Pindamonhangaba.

Cultura

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