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OS “LOUVADOS” DE MANITA

Acabo de ler, mais uma vez, com o coração transbordante de emoção, e com a alma enriquecida, o livro da laureada e estimada Irmã-Trovadora: MANITA, tão gentilmente ofertado à minha humilde pessoa, ao ensejo do encerramento dos XXV Jogos Florais de Niterói.
Essa mulher admirável, que porta consigo a medalha indestrutível da fé que remove montanhas e alimenta os bons de espírito, é poetisa de primeira grandeza, Trovadora consagrada em Jogos Florais que se realizam por esse Brasil afora. MANITA encanta-nos pela sua simplicidade, pela simpatia, e traz, a quem tem a oportunidade de conhecê-la, a convicção de que representa a verdadeira poetisa que vive o idealismo do bem, cantando loas aos sublimes ideais de igualdade, fraternidade e liberdade. A poetisa MANITA revela-nos não apenas cintilações fortes de sensibilidade, mas, muito mais do que isso: emoção artística com o universalismo da verdade, como expressa magnìficamente em:

Louvado para o amor

Louvado seja o amor, que em todos os quadrantes
há de sempre existir, sem dizer de onde veio,
sem planos, sem “porquês”, sem o menor receio,
sublime doação, nos mais gratos instantes!

Louvado o amor que vem de mundos tão distantes,
a mitos e razões completamente alheio,
de mágicas poções, trazendo o cofre cheio,
sem pompas e esplendor, sem cores cintilantes…

Louvado seja o amor que chega, de repente,
nas mãos, no olhar, na cor das cores do poente,
silenciosamente audaz, pleno, profundo.

Ternura em tom maior, da semente às raízes,
esmaga a solidão, apaga sa cicatrizes,
unindo almas iguais, na fração de um segundo!

O leitor atento, ao ler os “Louvados” da poetisa MANITA, estrela fulgurante no céu cultural da sua querida Niterói, a explodir em lirismo e filosofia nas suas consagradas obras, percebe claramente que, entre o seu pensamento e as suas palavras, há sempre a conexão da mais inalterável coerência. Coerência verdadeira dessa poetisa formidável que pensa o que sente, sente o que pensa, e, como os predestinados, chora como os que amam, e ama como os que têm o dom de perdoar.
Fortemente mística, MANITA reza a oração da fraternidade no altar da devoção e do amor que ornamenta a sua alma. Que o Divino Pai presenteie a humanidade com seres humanos à estirpe dessa Irmã na Poesia e na trova, seres iluminados que, cantando sonatas do bem-querer, portam a energia dos fortes para atravessar
as areias do deserto da incompreensão e da maldade humanas, um dia, certamente irão dormir o sono dos puros, eternamente, nas mãos de Deus!
Ave, MANITA, honra e glória da Poesia e da nossa imperecível UBT! A sua bênção!

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