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Festival em Cunha realiza sua primeira edição com foco no combate à fome e valorização da arte

Entre os dias 17 e 19 de outubro, Cunha sediou a primeira edição do festival “Encurta FOME”, um ponto de encontro entre cineastas, profissionais do audiovisual, ativistas sociais, acadêmicos e o público em geral, com o objetivo de explorar as múltiplas facetas da fome por meio da arte e do diálogo.

O evento, realizado no Centro Cultural Elias José Abdalla, é um projeto bienal promovido pelo Instituto Entenda e contou com 179 curtas-metragens inscritos, dos quais 36 foram selecionados por um júri técnico, resultando em quatro finalistas e seis menções honrosas.

Além das exibições de filmes, o festival promoveu bate-papos sobre desigualdade social, insegurança alimentar, meio ambiente e sustentabilidade, reunindo especialistas, ativistas e sociólogos para discutir políticas públicas, alternativas inovadoras e ações concretas de combate à fome. O evento também proporcionou um espaço de troca de experiências entre os participantes, com o propósito de inspirar soluções colaborativas e sustentáveis.

O escultor Fernando Ito, idealizador do festival, comemorou o resultado positivo da primeira edição. Ele contou que foram quase dez meses de preparação. “A gente vem fazendo esse festival passo a passo, a cada momento, pensando no que seria melhor para trazer para Cunha. Não acredito em sorte, acredito em trabalho. E esse trabalho foi feito com um coletivo. Sem esse coletivo, não poderia ter acontecido. É esse conjunto que fez a gente ficar cada vez mais forte”, afirmou.

Entre os jurados, o produtor executivo Marcelo Torres, que soma mais de 45 anos de carreira e mais de 60 produções no currículo — incluindo Ainda Estou Aqui e Central do Brasil —, destacou a satisfação de fazer parte da iniciativa. “Eu estou muito feliz por causa desse espaço maravilhoso, esse cinema de rua aqui em Cunha. É um prazer enorme trabalhar num projeto desses, que é fantástico, porque fala da fome, que sempre existiu e precisa ser falada”, afirmou.

Outro membro do júri técnico, o português Fernando Galrito, professor da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (ESAD.CR) e criador do festival MONSTRA, de Lisboa, contou que participou tanto da seleção dos filmes quanto de uma mesa de discussão sobre o processo criativo. “O festival mostra que a arte é uma forma de falar e agitar as mentes sobre uma questão profundamente importante, que é a fome”, explicou.

O jornalista Cláudio Nicolini, editor-executivo da Rádio e TV BandVale e mestre de cerimônias do evento, também destacou o significado de participar do festival. “Participar do Encurta Fome foi um momento espetacular. A gente apresenta tanta coisa nessa vida, mas apresentar um trabalho com um tema importante como esse, que une cultura, o combate à fome e um trabalho maravilhoso com pessoas incríveis, é gratificante”, afirmou.

De Pindamonhangaba, o documentário “Alimentar Vidas, Gerar Futuro” foi um dos 36 selecionados para participar do festival. O curta-metragem, assinado pelos alunos de Jornalismo da Universidade de Taubaté (Unitau): Amanda Avila, Letícia Botan, Nicollas Rufino e Pedro Mathey, aborda a história e as atividades desenvolvidas pela Casa Transitória “Fabiano de Cristo” de Pindamonhangaba, promovendo uma reflexão sobre o combate à fome e o papel das instituições filantrópicas religiosas.

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Pindamonhangaba, BR
02:47, am, junho 16, 2026
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