
A expedição itinerante “Meninas Curiosas, Mulheres de Futuro” chega a São Paulo para mais uma passagem por Pindamonhangaba, a partir do dia 15 de junho. Idealizada pela plataforma de conhecimento Força Meninas, a iniciativa leva a cidades brasileiras atividades lúdicas e imersivas para apresentar histórias inspiradoras de mulheres em diversas áreas da ciência. A ideia é despertar a curiosidade e incentivar meninas a se prepararem para carreiras tradicionalmente com baixa representatividade feminina – em especial, ciências, tecnologia, engenharia, artes e matemática, indicadas por Steam, sigla em inglês formada pelas iniciais de cada área.
Com apoio da empresa de laminação e reciclagem de alumínio Novelis, o programa reúne crianças a partir dos oito anos e se desenvolve por meio de apresentações teatrais e atividades em espaços interativos. A visitação dura cerca de uma hora e meia, sendo o público guiado por um circuito dinâmico, imersivo e interativo composto por ambientes temáticos. Nele, se utiliza o Steam como abordagem pedagógica interdisciplinar, que prevê a integração colaborativa e criativa dos conhecimentos em ciências, tecnologia, engenharia, artes & design e matemática.
O encontro promoverá uma troca direta do público com jovens que já estão transformando suas realidades, incentivando outras meninas a reconhecerem suas potencialidades. Por meio da estação Bússola de Carreiras, as participantes serão apresentadas a caminhos possíveis em áreas como ciência, engenharia e tecnologia.
A ideia é mostrar para as crianças a beleza do detalhe e, ao mesmo tempo, a complexidade do mundo em que vivemos. O objetivo é que as garotas saiam da experiência compreendendo a importância de ingressarem em áreas estratégicas, como ciências, engenharia e tecnologia, para transformar positivamente o presente e o futuro.
Com argumento de Déborah De Mari, a peça teatral ‘O Futuro é Agora’ foi criada em parceria com a diretora Tatiana Zalla e tem dramaturgia de Luisa Micheletti. A seleção de casting teve foco em jovens atrizes e contou com mais de 100 inscritas, sendo selecionadas as atrizes Maggie Abreu, Dama Valentin Costa e Lorena Terra.
A peça entrelaça ciência, natureza e imaginação para contar a história de duas meninas separadas por um século de história — mas conectadas pelo mesmo propósito: cuidar do mundo em que vivemos.
“Mais uma vez, retornamos à cidade de Pindamonhangaba levando na bagagem da carreta novas experiências e reflexões. Despertar a curiosidade é o primeiro passo para transformar trajetórias. Ao levar experiências práticas e lúdicas para as crianças, especialmente para as meninas, a carreta educacional contribui para aproximá-las das áreas Steam e mostrar que esses espaços também pertencem a elas”, afirma Déborah De Mari, fundadora da Força Meninas.
Para participar, é necessário enviar email para a Força Meninas (contato@frmeninas.com.br) e comparecer às atividades acompanhadas de um adulto responsável.
Em 2026, a expedição já passou por Buritis, Rolim de Moura e Pimenta Bueno, na região Norte, por Ourolândia e Morro do Chapéu, ambas na Bahia, e por Riacho dos Machados, em Minas Gerais. Nestas cidades, a comunidade escolar foi mobilizada para participar das sessões diárias que buscam integrar educação, cultura, tecnologia, inovação e sustentabilidade. Cerca de 2 mil crianças participaram das atividades em cada um dos municípios. Lançada em 2022, a Expedição Meninas Curiosas, Mulheres de Futuro já impactou mais de 77 mil estudantes de escolas públicas e particulares do Brasil.
Sinopse do espetáculo O Futuro é Agora
O espetáculo infantil O Futuro é Agora conta a história de duas meninas separadas pelo tempo: Nina, uma estudante de escola pública em 2025, curiosa, inventiva e movida por perguntas; e Yara, uma jovem de 2125 que vive os impactos das mudanças climáticas e utiliza engenharia e ciência aplicada para proteger seu território.
Entre elas está AI.LUZ, uma entidade simbólica que une tecnologia, natureza e ancestralidade, uma espécie de Mãe Terra Digital que guia as personagens por meio de lógica, sensibilidade e ética. A peça propõe uma reflexão potente: o futuro não é um lugar distante; ele está sendo construído agora por quem observa, testa, erra, aprende e tenta de novo.
Com linguagem próxima à da juventude brasileira, a obra incorpora elementos de pensamento científico como investigação, formulação de hipóteses, experimentação e colaboração, mostrando que ciência não é apenas conteúdo, é também processo, atitude, possibilidade.








