
Fotografia antiga de pai e filho
“(…) mesmo que chova pra sempre, que a noite dure pra sempre e, as nossas asas se quebrem, eu sempre colherei mangas doces na árvore do teu sorriso” (Drica Montenegro)
Meu pai,
Estou sem você há 71 anos, mas em nosso “quintal da vida,” essa Árvore enraizada é, e será sempre a mais formosa…produzindo sombra, frutos e flores com carinho!
Nos seus galhos equilibro-me e sinto-me protegida, na sua doçura de ser…
Sua estadia por aqui, foi tão curta mas, como diz um amigo que não lhe conheceu, mas exclama convicto: “Ave Rômulo” como se fossem irmãos e, afirma: “…tivestes uma vida efêmera, porém totalmente produtiva.”
Ele sabe bem, pois apesar de ser um médico, não trata só do corpo, mas também do espírito! Este Dia dos Pais, eu me entristeço ao saber que, as rosas têm espinhos…rosas lindas, macias, pétalas tão cheirosas mas, que de repente empurram nossas mãos, parecendo exclamar: “chei-rosas!!!”
Os espinhos espetam, de maneira tão dolorida que nos dão a impressão de que machucam a alma!
Em fim, se os caules das rosas fossem lisinhos, talvez não fossem resistentes para enfrentar tempestades…
No buquê de minha vida, pai e mãe, na eternidade é lembrança mais querida! Flores, risos e Saudade!
(esta filha)
-Tudo é um ponto de vista, a forma que você vê as coisas!









