Outro dia ao abrir a janela pela manhã, me deparei com cinco andorinhas voando alegres.
O céu estava de um azul brilhante e lindo.
Quando as primeiras andorinhas reaparecem no céu do hemisfério sul é como que trouxessem nas asas a primavera.
Fiquei observando-as, eram apenas cinco andorinhas, mais pareciam carregar consigo a primavera inteira.
Algo me comove ao olhar aquelas pequenas criaturas que depois de uma longa viagem, fazem do nosso hemisfério sul a sua morada.
Cruzaram longas distâncias que parecem ser impossíveis para corpos tão delicados.
E elas voltaram…
Voando rente aos telhados, riscando o céu azul e posando em fios elétricos, se reúnem e conversam em uma língua que não entendemos.
A tarde continuam seu balé, voando em círculos, desaparecem atrás dos prédios e reaparecem, num espetáculo simples que acontece todos os anos nessa época e, por isso parece eterno.
Fico pensando, quantas vezes esquecemos as estações da própria vida.
Aprendemos mais uma vez, que existem caminhos que o coração reconhece antes mesmo que a memória nos lembre.
Obrigada andorinhas mais uma vez bela beleza que nos proporciona.








