
(Baronesas de Pindamonhangaba fizeram parte da comissão criada para trabalhar na tarefa de angariar fundos para conclusão de obras que estariam sendo realizadas na igreja matriz)
No final de 1908 uma comissão composta por ilustres pindamonhangabenses interessados na conclusão das obras da igreja matriz, atual Santuário Mariano e Diocesano Nossa Senhora do Bom Sucesso, o mais rápido possível, convidava a população local para um leilão de animais “de toda espécie” que seria realizado no Natal daquele ano.
Estava incumbido de receber as doações o capitão Antonio Lemes Sobrinho e da comissão faziam parte os cidadãos: Dr. Eduardo Campos Maia (presidente), baronesa de Romeiro, baronesa de Itapeva, baronesa de Lessa, padre Ângelo Gazza (paróco), Dr. Matheus Romeiro, major José dos Santos Moreira, Dr. Benjamin Pinheiro, capitão Antonio Monteiro Cesar Miné, capitão Antonio Ramalho dos Santos, Dr. Alfredo Machado, capitão Antonio Lemes Sobrinho, major José Joaquim Homem de Mello, Dr. Claro César (tesoureiro), Dr. Cândido Bueno (secretário).
As três baronesas
A curiosidade histórica desta nota fica por conta das mulheres integrantes da citada comissão, as baronesas. A de “Romeiro”, Mariana Marcondes de Oliveira César, era viúva do barão de Romeiro, Manoel Inácio Marcondes Romeiro (1825/1890). A de “Itapeva” (naquele tempo preferiam grafar “itapeba”) chamava-se Eugênia Bicudo Salgado, era viúva do barão do Itapeva, Ignácio Bicudo Siqueira Salgado (1812/1894). Já a baronesa de Lessa, Antonia Bicudo Salgado Silva (filha do visconde da Palmeira) era a única não viúva, pois o barão de Lessa, Eloy Bicudo Varella Lessa, só viria a falecer em 1922. A baronesa fora antes, em 1916.
As três tinham em comum o parentesco com seus maridos. A baronesa de Romeiro e a baronesa de Itapeva haviam se casado com seus tios. A baronesa de Lessa casara-se com o primo. As uniões matrimoniais entre tios, sobrinhas e primos, dizem, era para que “as riquezas permanecessem em família”.









