

A ginástica artística é um dos esportes mais tradicionais dos Jogos Olímpicos, mas ainda tem pouca visibilidade fora dos grandes eventos. Nesta semana, o Tribuna Esportes foi conhecer o local de treinamento e a história de Maximus Ignacio, de apenas 12 anos, que mora em Pindamonhangaba há dois anos e já tem um objetivo definido: chegar às Olimpíadas.
Nascido em Cascavel (PR), Maximus desde cedo demonstrava habilidade para os movimentos que hoje fazem parte da ginástica. Mortais, cambalhotas e manobras nos colchões eram algumas das “loucuras” que já chamavam a atenção da família.
Ao perceber o potencial e a aptidão do filho para o esporte, o pai, Carlos Diniz, decidiu colocá-lo para treinar. A evolução foi rápida e, segundo a família, resultado de muita dedicação e do envolvimento de Maximus com a modalidade. Com o tempo, a treinadora recomendou que ele buscasse novos desafios e oportunidades em um local onde pudesse continuar evoluindo e alcançar resultados ainda maiores.
Foi assim que Maximus e a família chegaram a Pindamonhangaba. A cidade chamou a atenção pela estrutura e pelo trabalho desenvolvido com atletas da ginástica artística.
A equipe de Pindamonhangaba vem conquistando espaço nas competições. Recentemente, terminou os Jogos Regionais em primeiro lugar geral e garantiu a classificação para os Jogos Abertos, que serão realizados em outubro, em Votuporanga/SP.
Maximus já soma mais de 90 medalhas, segundo o pai, e recentemente conquistou a sexta colocação no Campeonato Brasileiro. Para a família e os treinadores, os resultados são apenas o começo de uma trajetória que ainda está sendo construída.
Uma rotina de atleta
O objetivo de chegar a uma Olimpíada já faz parte da rotina de Maximus. Os treinos acontecem diariamente pela manhã. À tarde, é hora da escola e, à noite, ele volta aos exercícios, desta vez na academia. Uma rotina intensa para alguém de apenas 12 anos, mas que, segundo os treinadores, é encarada com dedicação.
Para os professores Marcelo e Marcio, Maximus tem características que podem levá-lo longe no esporte. “Ele tem potencial e tudo depende do empenho dele. É um menino muito dedicado, se esforça, se cuida, faz o trabalho em casa também e tem um bom desenvolvimento”, afirma Marcio.
Marcelo pondera que ainda é cedo para falar em uma carreira olímpica, mas vê no atleta condições para chegar lá. “Ele tem que ter muito tempo de treinamento para a gente dizer se vai ser atleta olímpico ou não, mas ele tem todo potencial para isso. Agora é só desenvolver”, afirma.
Um sonho que começou cedo
O pai, Carlos Diniz, conta que o objetivo de chegar às Olimpíadas existe desde o início da trajetória do filho na ginástica. “Desde cedo, quando ele começou na ginástica, já tínhamos um objetivo, que é o sonho olímpico”, revela.
Maximus também sabe exatamente onde quer chegar. Ao falar sobre como começou no esporte, lembra das brincadeiras nos colchões e conta quais são seus aparelhos preferidos.
“Desde pequeno, subia nos colchões e virava mortal. Meu pai viu que podia ir para a ginástica e comecei lá em Cascavel. Os aparelhos que mais gosto são o cavalo e o solo, e o sonho é chegar em uma Olimpíada”, conta.
O próximo capítulo dessa trajetória poderá ser acompanhado nos Jogos Abertos, quando a equipe de Pindamonhangaba volta a competir em busca de novos resultados. A matéria completa está disponível no Instagram do Jornal Tribuna do Norte.








