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Cesta básica fica mais cara e pesa no bolso das famílias de Pinda e região

Colaboração Gisele Godoi

Fazer compras no supermercado ficou mais caro em outubro. A cesta básica voltou a subir no Vale do Paraíba e já acumula dois meses seguidos de alta. O aumento foi de 1,63% em relação a setembro, o que representa R$ 47,91 a mais no bolso do consumidor em apenas um mês.

A alta regional é um alerta para quem precisa fazer o dinheiro render até o fim do mês. Afinal, quando os alimentos ficam mais caros, sobra menos para pagar as outras contas da casa. Os dados são de um levantamento do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (Nupes), da Universidade de Taubaté (Unitau).

Cebola e tomate estão entre os vilões

A alimentação foi responsável por quase todo o aumento registrado em outubro, respondendo por 98,9% da alta. E quem foi ao supermercado percebeu que alguns produtos ficaram bem mais caros. A cebola teve aumento de 20,54%, enquanto o tomate subiu 17,50%.

O mamão formosa também pesou no orçamento, com alta de 15,02%.

A carne bovina não ficou de fora. O contrafilé ficou 6,93% mais caro, e a alcatra teve aumento de 6,74%. Segundo o levantamento, as chuvas acima da média no Sudeste prejudicaram a produção e a oferta de hortaliças. Já a carne bovina foi pressionada pela valorização do boi gordo e pela menor disponibilidade de animais para abate. Mas nem tudo subiu. A cenoura ficou 17,21% mais barata, seguida pela abobrinha, com queda de 6,72%, e pelo alho, que recuou 6,30%.

Alta também no acumulado do ano

No acumulado de 12 meses, a cesta básica do Vale do Paraíba subiu 5,59%, o equivalente a R$ 158,47.

A pesquisa considera uma família de cinco pessoas, com renda equivalente a cinco salários mínimos. Em outubro, a cesta comprometeu 36,95% desse orçamento. Na prática, isso significa menos dinheiro disponível para outras despesas, como aluguel, transporte, saúde e educação.

Para quem vive em Pindamonhangaba, o recado é claro: com os alimentos subindo pelo segundo mês consecutivo, cada ida ao supermercado exige ainda mais atenção para fazer o orçamento familiar fechar no fim do mês.

Como economizar sem abrir mão da alimentação

Com a alta dos alimentos, algumas mudanças simples podem ajudar a aliviar o orçamento:

– Troque os alimentos mais caros: se o tomate estiver muito caro, experimente preparar saladas com cenoura, repolho ou pepino, conforme os preços do dia.

* Aproveite os produtos da estação: frutas, verduras e legumes da época costumam ter melhor oferta e podem apresentar preços mais acessíveis.

* Compare os preços por quilo: embalagens maiores nem sempre são mais econômicas. Confira o valor por quilo ou litro antes de escolher.

* Substitua cortes de carne: quando o contrafilé e a alcatra estiverem caros, cortes como acém e músculo podem ser alternativas para preparar refeições cozidas.

* Planeje o cardápio da semana: montar uma lista de compras e aproveitar os alimentos que já estão em casa ajuda a evitar desperdícios e compras por impulso.

* Pesquise antes de comprar: confira os preços em diferentes estabelecimentos e aproveite ofertas, sempre observando a qualidade e a validade dos produtos.

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