
Além do trabalho presencial da rede de proteção, Pindamonhangaba orienta as mulheres sobre ferramentas disponibilizadas pelo Estado para situações de risco.
Uma delas é o SP Mulher Segura, sistema de utilidade pública destinado preferencialmente a mulheres em situação de risco. Pelo aplicativo, é possível elaborar um boletim de ocorrência, que será analisado pela Delegacia da Mulher. Mulheres que possuem medidas protetivas também podem utilizar a ferramenta para solicitar socorro diante de uma situação de risco à integridade física ou psicológica.
Outra iniciativa é a parceria com a plataforma 99, que disponibiliza vouchers de corrida para mulheres vítimas de violência. O acionamento ocorre por meio do 190, pela Cabine Lilás do Copom, e o transporte pode ser utilizado para deslocamentos até Delegacias de Defesa da Mulher, distritos policiais, IML, fóruns, abrigos ou casas de familiares.
Compromisso permanente
Para o prefeito Ricardo Piorino, o enfrentamento à violência contra a mulher deve ser tratado como uma política pública permanente, que envolva toda a sociedade e não apenas durante o mês de agosto. “O ‘Agosto Lilás’ é um momento importante para ampliar a conscientização, mas o compromisso da Prefeitura com a proteção das mulheres acontece durante todo o ano. Estamos fortalecendo a rede, integrando as áreas de Segurança, Saúde, Assistência Social, Educação e Justiça e ampliando as ferramentas de prevenção e acolhimento. Queremos que toda mulher saiba que, em Pinda, ela não está sozinha e que o poder público está preparado para acolher, proteger e ajudar a construir novos caminhos”, afirma o prefeito.
Mais do que uma campanha de um mês, o ‘Agosto Lilás’ reforça uma política permanente: a mulher não precisa enfrentar a violência sozinha. Existe uma rede, existe proteção, existe acolhimento e existe caminho.
Proteção também significa autonomia
O enfrentamento à violência não se limita à denúncia e à proteção emergencial. A Secretaria da Mulher, Família e Direitos Humanos trabalha também para criar condições para que as mulheres recuperem sua autonomia e possam reconstruir seus projetos de vida.
Entre as iniciativas estão cursos de capacitação, qualificação profissional, oficinas, empreendedorismo feminino, geração de renda, feiras e parcerias com instituições como Sebrae e Senac. A proposta é ampliar as oportunidades e fortalecer a autonomia econômica, que pode ser fundamental para que muitas mulheres consigam tomar decisões com maior independência.
Também integra essa estratégia o programa “E Agora, José?”, desenvolvido para trabalhar conscientização e responsabilização dos homens, abordando violência doméstica, respeito e relacionamentos saudáveis. Em 2026, a iniciativa chegou às escolas estaduais de Pindamonhangaba em parceria com a instituição Entre Nós, levando aos estudantes temas como respeito, empatia e prevenção dos diferentes tipos de violência.








