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Vamos deixar de romantizar o voluntariado

Roberto Ravagnani é palestrante, jornalista, radialista e consultor. Voluntário como palhaço hospitalar há 17 anos, fundador da ONG Canto Cidadão, consultor associado para o voluntariado da GIA Consultores para América Latina e sócio da empresa de consultoria Comunidea

O voluntariado romântico do passado já não é mais a norma; agora, devemos encarar o voluntariado de forma mais “profissional” – e coloco entre aspas, pois a profissionalização refere-se à abordagem e não à essência altruísta, que deve permanecer sem fins lucrativos, mas não sem a busca por benefícios mútuos. Este texto contém algumas palavras polêmicas, mas minha intenção é chamar a atenção para o tema e a causa, sem ofender ninguém.

O termo “profissionalização” ainda é visto como tabu em muitas Organizações da Sociedade Civil (OSCs), especialmente aquelas que são pequenas ou informais, com estruturas de liderança mais antigas e estatutos rígidos. No entanto, mesmo as organizações pequenas podem adotar uma gestão mais profissional, o que não implica necessariamente em custos adicionais, mas sim em um comprometimento maior.

O voluntariado, quando integrado como parte de uma OSC, deve ser abordado de forma estratégica, de modo a contribuir efetivamente com as metas da organização e colaborar com seu crescimento e desenvolvimento em diversas áreas.

O voluntariado, quando gerenciado de forma profissional, pode ser uma ferramenta poderosa – não no sentido de ser um objeto, mas como uma ferramenta de inteligência, algo tão valioso quanto a inteligência artificial (IA), mas totalmente humano e presencial.

Para avançar, é importante deixar de lado o romantismo e focar em extrair o melhor das pessoas, lembrando-as de que as OSCs oferecem uma oportunidade única para elas se tornarem cidadãos mais conscientes de seu papel na sociedade e adquirirem habilidades valiosas para suas vidas pessoais e profissionais.

O voluntariado deve evoluir continuamente para beneficiar a todos os envolvidos, incluindo as OSCs, os voluntários e aqueles que recebem assistência. Esta é uma relação ganha-ganha-ganha, onde todos se beneficiam e reconhecem que as pessoas são o centro dessa história.

A pergunta final é: “Vamos nos esforçar para sermos pessoas melhores?” Se você estiver disposto, coloque o dedo aqui…

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