

Mais do que falar sobre saúde mental durante um mês específico, escolas estaduais têm aproveitado o Setembro Amarelo para reforçar ações de escuta, acolhimento e valorização da vida entre os estudantes. Rodas de conversa, atividades em grupo, tutoria e acompanhamento psicológico estão entre as iniciativas desenvolvidas nas unidades.
Na EE Alzira Franco, o trabalho envolve o Grêmio Estudantil e a Comissão de Direitos Humanos, com rodas de conversa e palestras. Segundo a vice-diretora Bete Lima, o acolhimento ocorre durante todo o ano por meio da chamada “pedagogia da presença”, com gestores próximos aos alunos e atentos a mudanças de comportamento. “Muitas vezes é o único lugar em que encontram acolhimento e ajuda”, destaca.
A proximidade também faz parte da rotina da EE Dr. João Pedro Cardoso. A escola iniciou neste mês atividades sobre valorização da vida durante as tutorias, em parceria com os professores e a psicóloga Renata Ré, mas ressalta que o acolhimento é contínuo e diário.
Já na EE Célia Keiko Ikeda, uma das ações colocou os próprios estudantes para espalhar mensagens de carinho: cada aluno escreveu uma mensagem, colocou o papel dentro de um balão amarelo e, depois de todos serem misturados, cada participante estourou um balão para descobrir a mensagem deixada por um colega.
Na EE Dr. Demétrio Ivahy Badaró, em Araretama, professores e equipe gestora participaram de uma ação acompanhada pela psicóloga Denise Maria. A unidade integra ainda o projeto “De Setembro a Setembro”, que prevê ações ao longo do ano letivo voltadas à atenção a situações de vulnerabilidade entre os estudantes.
A EE Professora Eunice Bueno Romeiro também mantém ações durante o ano e programou rodas de conversa com a psicóloga escolar para os dias 21 e 28 de setembro. A vice-diretora Laís Corrêa Ramos da Silva Ribeiro aponta, porém, um desafio que ultrapassa os muros da escola: quando é necessário atendimento especializado, o acesso pela rede pública nem sempre ocorre rapidamente. Enquanto o estudante aguarda, escola e família precisam manter o acompanhamento e o diálogo.
Entre atividades diferentes, as escolas convergem em um ponto: criar espaços nos quais os jovens se sintam seguros para falar. Como resume a equipe da Eunice Bueno Romeiro, quanto mais se fortalece uma cultura de “acolhimento, respeito e escuta sem julgamentos”, maior é a possibilidade de os estudantes se sentirem seguros para pedir ajuda.








