
A Prefeitura de Pindamonhangaba, por meio da Secretaria de Saúde, promoveu no dia 24 de setembro uma palestra especial em referência ao Setembro Amarelo, campanha nacional de conscientização sobre a prevenção ao suicídio e de valorização da vida, na sede do CAPS AD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas), localizado na Avenida Albuquerque Lins, nº 255, no bairro São Benedito, com o objetivo de acolher os assistidos e combater os estigmas que cercam o tema no município.
A ação foi conduzida por profissionais especializados da unidade, contando com a participação da enfermeira Adriana Moreira da Silva e da terapeuta integrativa Reni Gonçalves de Souza. Na palestra, foram abordados temas como os traumas vivenciados na infância, os complexos emocionais decorrentes, o avanço da depressão e como esses fatores podem estar interligados à dependência química de substâncias como álcool e outras drogas.
Durante as dinâmicas, as palestrantes desmistificaram a falsa percepção de que o ato de tirar a própria vida traria alívio para as dores psíquicas, orientando os participantes sobre os caminhos de suporte disponíveis na rede pública.
A terapeuta Reni Gonçalves de Souza deixou uma mensagem de esperança e resiliência a todos: “A vida está no sonho. Através do sonho, você vai buscar ajuda e se reabilitar. Não deixem os seus sonhos morrerem em silêncio, porque onde tem sonho, existe vida de verdade”, destacou.
A equipe da Secretaria de Saúde aproveitou a oportunidade para reforçar que o município dispõe de suporte contínuo para que os usuários se sintam integrados.
O encontro foi marcado por relatos de pessoas atendidas pelo CAPS AD que encontraram no Sistema Único de Saúde (SUS) de Pindamonhangaba o amparo necessário para a reabilitação, servindo de testemunho prático para todos os presentes.
Superação
Entre os depoimentos de superação, destacou-se a trajetória de Paulo Pereira da Silva, de 42 anos, morador do bairro Ipê II. Paulo enfrenta há mais de uma década a batalha contra o alcoolismo e está em acompanhamento clínico contínuo na unidade há sete meses. Ele atualmente reside com sua irmã, Adenir, que tem sido sua principal rede de apoio familiar nessa jornada de reabilitação.
“Para mim mudou completamente tudo desde que cheguei aqui. Minha família me acolheu e eu estava sofrendo muito com o vício e a solidão. Se eu não tivesse dado o passo de pedir ajuda profissional, com certeza eu não estaria aqui hoje para contar essa história. Agora a minha vida ganhou uma outra cor e sei que daqui para frente o meu caminho vai ser só de vitórias”, relatou Paulo Pereira da Silva.
A irmã de Paulo fez questão de relatar a superação do irmão e a importância do CAPS AD compartilhando as dificuldades enfrentadas no início: “Passamos por momentos muito críticos antes de conseguir esse acolhimento. Ele sofria com graves crises de alucinações e estava com a saúde física profundamente debilitada por causa da dependência. Nós precisamos buscar o auxílio emergencial na Santa Casa de Misericórdia e, graças a Deus, lá fomos rapidamente direcionados para o serviço especializado municipal, onde ele começou a receber esse tratamento multidisciplinar maravilhoso”, relembrou Adenir.
Ela completou reforçando a qualidade do atendimento recebido: “O CAPS AD acolheu meu irmão muito bem desde o primeiro dia. O carinho e a paciência de todos os profissionais com as pessoas que chegam em momento de grande dificuldade é algo que faz toda a diferença. Se você olhar para o Paulo hoje, não diz que é o mesmo homem debilitado de sete meses atrás. Ele reviveu, e isso é uma grande vitória para a nossa família. Se precisarem, procurem ajuda e não tenham vergonha”, declarou.
Mostra de Artes
Dando sequência à programação, após o encerramento da palestra na sede da unidade, os integrantes do CAPS AD seguiram para uma visita monitorada ao Museu Histórico e Pedagógico Dom Pedro I e Dona Leopoldina. O grupo foi conferir de perto a exposição temática da campanha do Setembro Amarelo.
A mostra cultural reuniu expressões artísticas de usuários obtidas por meio de oficinas e materiais informativos de conscientização, com o objetivo de estender o diálogo sobre a valorização da vida para toda a comunidade. A mostra segue no museu até o dia 11 de outubro, com entrada gratuita. Todos estão convidados a prestigiar.








