
Em 2004, o Acadêmicos do Samba estreava como escola de Carnaval levando história da cidade para a avenida
Em 2004, Pindamonhangaba ganhou uma escola de samba que decidiu fazer diferente: em vez de buscar uma história distante, o GRE Acadêmicos do Samba escolheu contar a história da própria cidade.
A escola fazia sua estreia no Carnaval depois de começar, em 2002, como um pequeno bloco formado por funcionários públicos municipais. No ano seguinte, já maior e mais estruturado, o grupo venceu na categoria de blocos e ganhou confiança para dar um passo maior: transformar-se em escola de samba.
E não faltava gente para colocar o bloco na avenida. Cerca de 280 integrantes foram divididos em cinco alas para fazer uma verdadeira viagem pela história de Pindamonhangaba. A ideia, segundo o então presidente Adilson Palma Alvarenga, o Sambinha, era valorizar temas próximos da comunidade.
Mas, para além do enredo, a escola também apostava alto na bateria. Eram 55 integrantes preparados para fazer o ritmo tomar conta do desfile.
O Carnaval, porém, começou antes mesmo da avenida. No dia 31 de janeiro, o Acadêmicos do Samba realizou uma eliminatória para escolher sua representante no concurso de Rainha do Carnaval. A disputa reuniu cerca de 600 pessoas na sede da escola.
Na época, Suellen, que havia representado a agremiação no ano anterior e conquistado o título de segunda princesa, continuaria no grupo. Já Priscila, então primeira princesa do Carnaval de 2003, venceu a eliminatória e também passou a representar a escola.
Com mais escolas participando naquele ano, a expectativa era de um Carnaval disputado. Para Sambinha, a criatividade seria o caminho para chegar à vitória.
Hoje, olhando para trás, o desfile de 2004 também ajuda a contar a história do próprio Carnaval de Pindamonhangaba, mostrando como um bloco de funcionários públicos cresceu, ganhou espaço e decidiu levar a memória da cidade para a avenida.








