
Há algo bonito quando deixamos ir o que já não nos servem. Aquilo que perdeu sentido para mim pode ganhar nova vida nas mãos de outra pessoa. Não é perda, é transformação. É reconhecer que as coisas cumprem ciclos, assim como nós.
Quando alguém usa o que eu não uso mais, vejo que nada foi em vão. Houve história, aprendizado e utilidade. Compartilhar excessos é um ato de generosidade, mesmo quando acontece em silêncio.
O outro se beneficia e eu me alivio do peso do acúmulo. Abro espaço para o novo chegar, sem culpa ou apego desnecessário. É uma forma simples de cuidar do mundo, reduzindo desperdícios e criando pontes.
O que sai de mim não desaparece, apenas muda de caminho. E isso também é crescimento.








