Por que as palavras somem quando mais precisamos delas?
Por que temos a impressão que elas ficam entaladas na garganta, que fica um nó apertado no peito?
Ou que naquele momento tão decisivo, as palavras evaporam e o que sobra é a frustração do “deveria ter dito isso, ou aquilo”…
A palavra talvez tenha sido a habilidade mais sofisticada que a evolução humana já desenvolveu. Antes dela, sobrevivíamos. Depois dela, passamos a construir conhecimento, cultura e civilização.
E, ainda assim, justamente quando ela mais importa, seja numa entrevista de emprego, numa reunião importante ou numa conversa que pode mudar os rumos da nossa vida, ela parece falhar.
Mas na verdade, ela não falha. Hoje, a neurociência ajuda a entender o que acontece. Não é um defeito de linguagem, é um mecanismo de proteção. Nosso cérebro entende que aquela situação representa uma ameaça e muda de prioridade.
Muito antes de conhecer essa explicação, eu comecei a perceber isso, na meditação. As palavras não nascem quando abrimos a boca. Elas começam a germinar muito antes, dentro de nós, nas nossas emoções.
Sabedoria milenar, registrada até na Bílblia: “a boca fala daquilo que o coração está cheio”.
Então, da próxima vez que sentir que perdeu suas palavras, ao invés de ficar buscando o que dizer, tente perceber o que você está sentindo.
Quem aprende a sentir as próprias emoções quase sempre encontra o caminho para as palavras que está procurando.








