
A reconciliação é um gesto de coragem em tempos de conflito.
Em um mundo marcado por rupturas, reconciliar-se é resistir ao ódio.
Não se trata de esquecer feridas, mas de escolher não viver nelas. Quem precisa da reconciliação, muitas vezes, é quem mais sofreu.
O orgulho costuma falar mais alto que a empatia. Ainda assim, o diálogo continua sendo o único caminho possível.
Reconciliar é reconhecer a humanidade do outro. É aceitar que ninguém é feito apenas de erros.
Sociedades fragmentadas adoecem em silêncio. Laços rompidos enfraquecem comunidades inteiras.
A reconciliação exige escuta verdadeira e também responsabilidade e disposição para mudar.
Não é sinal de fraqueza, mas de maturidade. Quando pontes são reconstruídas, todos avançam.
A justiça não exclui o perdão. E o perdão não anula a verdade.
Quem precisa se reconciliar precisa, antes, ser ouvido, precisa de espaço, não de julgamento.
Reconciliar é semear futuro onde houve ruína e apostar que a convivência ainda vale a pena.








