Talvez de imediato, pensem que o protagonista desta história, seja um Professor…
No entanto, posso dizer que seria um engano!
A “nave” 1818, no horário do meio-dia traz a sabedoria acomodada, em poltronas nem tão confortáveis assim… porém estão estampadas, nos rostos, a alegria de viver; a felicidade e, a silhueta dos sonhos!
É a juventude que viaja de um canto ao outro, da cidade que, não é ( mais ) tão pequenina, porém ainda conserva ares de “caipirinha faceira” e interessante.
O grupo de estudantes mistura-se aos nomes ilustres impressos nos uniformes tais como, Pujol; Mário Bulcão Giúdice; João Gomes de Araújo… de um lado e outro, vê-se figurantes: uma ou outra professora, ostentando logotipos do “tipo”: Objetivo; Construtor; Ápice; Externato; Mestre … e de repente até alguma, entre elas, tem um anel de formatura no dedo anular da mão esquerda.
O tempo que se leva para fazer o curto trajeto, é suficiente para que as lembranças, dos tempos passados, tomem conta da memória desta Professora que, narra a saudade que lhe invade o coração!
Saudade da primeira infância no Grupo Escolar Dr. Alfredo Pujol; a lembrança elegante e charmosa do Professor de francês Mário Giúdice … e, até mesmo a saudade do frescor da mocidade que naquele momento, num passe de mágica, retorna-lhe ao rosto.
E, onde está o personagem principal que, mereceu o título desta história?
Ele vai à frente conduzindo… é o Sr. Motorista tão atencioso, que nem mesmo se dá conta de que carrega o Saber… com uma mistura de opiniões, comportamentos, gostos e talentos tão diferenciados… mas que produzem um som uníssono de alegria e paz!
Com certeza, ao findar o seu turno, o “condutor do Saber,” apesar do corpo cansado das várias viagens naquele ônibus, irá dar Graças àquela do meio-dia que devolve-lhe a vitalidade, para novas viagens… já que, sem más intenções, ele “furta a jovialidade daqueles alunos, sorvendo a seiva da vida que de cada um emana …”








