Posicionamento. A palavra do momento. O marketing digital adora. Os treinamentos de liderança também. Hoje, do jeito que as coisas andam, parece que muita gente se posiciona. As redes sociais estão aí, abertas para opiniões, pitacos, comentários de todos os tipos e gostos.
Mas será que você sabe se posicionar?
Todos os dias eu me deparo com pessoas que têm medo de se posicionar. E entendo o quanto essa pode ser uma atitude desafiadora, porque pede que a gente se comprometa com o que pensa e, às vezes, com as consequências disso. Mesmo que isso desagrade alguém de quem gostamos. Não é à toa que aperta o peito.
Já para outras pessoas, o posicionamento pode ser confundido com o “pronto, falei!” É como tirar o peso das costas, soltar o nó da garganta, desatar as correntes que travam a vida, custe o que custar.
Mas existe uma diferença entre se posicionar e estar posicionado. Estar posicionado é ocupar um lugar fixo, do qual não se sai. É o lugar de quem ataca sem parar para pensar, e também o de quem se cala, escondido atrás do silêncio.
A comunicação não violenta nos ensina o caminho para o posicionamento: o de estabelecer limites e dar opinião sem ferir quem está do outro lado. E eu costumo usar com meus alunos a identificação do SIP (situação, impacto, proposta) como uma forma de colocar isso em prática.
Você descreve a situação, sem julgar. Nomeia o impacto que ela causa em você. E propõe um caminho possível, sem carregar o peso de não se manifestar ou atacar o outro.
Da próxima vez que sentir que precisa se posicionar, experimente essas três perguntas: qual é a situação, que impacto ela tem em mim, e qual proposta eu quero fazer?
Talvez você descubra que para se posicionar é preciso clareza.









