A Literatura Nórdica é produzida por autores naturais da Escandinávia (Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia e Islândia). Um nome icônico, sempre lembrado, é o dinamarquês Hans Christian Andersen, que foi poeta e autor de livros infantis conhecidos em todo o mundo. Quem não se lembra de “Soldadinho de Chumbo” e “O Patinho Feio”?
No entanto, a Literatura Nórdica apresenta características peculiares: os autores desses países são os melhores escritores de romances policiais e criminais da atualidade. Abundam nesses literatos os “thrillers”, sinônimo de suspense, tendo como elemento motivador do gênero a tensão emocional. É importante colocar que os “thrillers” existem na literatura, nos filmes, como os de Alfred Hitchcock, um grande mestre nessa área.
Em 2005, o mundo perdeu o famoso sueco Stieg Larsson, jornalista e escritor, morto de enfarte fulminante aos 50 anos de idade, um dos melhores autores do gênero. Ler a sua trilogia Millennium, que vendeu mais de cinco milhões de exemplares no nosso planeta, é um deleite. Inclui os seguintes livros: “A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo”, “A Rainha no Palácio das Correntes de Ar” e o mais conhecido: “Os Homens que Odeiam as Mulheres”, todos traduzidos para a nossa língua e fáceis de se encontrar, principalmente em sebos. O seu enredo diz respeito a um jornalista caído em desgraça e um hacker, com um passado conturbado, que fazem todo esforço possível para investigar um misterioso desaparecimento.
Outro ponto a destacar nos autores escandinavos é o intimismo, a franqueza chocante, a atmosfera de melancolia com que tratam as emoções. Que o digam “Aurora Boreal”, da sueca Åsa Larsson, e “Princesa de Gelo”, da também sueca Camilla Läckberg, e a finlandesa Sofi Oksanen, que publicou um famoso livro, “A Purga”, que mostra a ocupação violenta, cruel, da União Soviética na Estônia.
Não podemos deixar de ler “O Pássaro de Peito Vermelho”, do norueguês Jo Nesbø, considerado o melhor romance criminal da Noruega. Esse livro fantástico, que vendeu milhões de exemplares, mostra o autor se movimentando nos últimos anos da Segunda Guerra em Oslo, arquitetando uma complexa e eletrizante história de assassinato, vingança e traições.
Considerando o gênero intimista, para mim, vale destacar o também norueguês Karl Ove Knausgård, que veio lançar no Brasil, numa Feira Literária em Parati (2013), a sua polêmica autobiografia “Minha Luta – A Morte de um Pai”, narrando, com dolorosa honestidade, suas relações com a figura paterna ausente e seu mundo infanto-juvenil.
É muito interessante ressaltar que esses autores, nos últimos anos, conquistaram leitores brasileiros, o que é bom para a divulgação da Literatura no Mundo.









