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Inclusão também se aprende na escola

Uma música pode ser cantada com a voz, mas também pode ganhar vida por meio das mãos, das expressões e dos movimentos. Foi assim que estudantes da EE Prof. José Wadie Milad tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras) durante uma ação realizada em homenagem ao Dia Nacional do Surdo, celebrado em 26 de setembro. A iniciativa buscou apresentar aos alunos a importância da Libras, além de abrir espaço para conversas sobre inclusão, acessibilidade e respeito às diferenças.

A presença de uma estudante surda na própria escola tornou a experiência ainda mais próxima da realidade da turma. “A ideia surgiu da vontade de valorizar a comunidade surda e mostrar aos alunos a importância da Libras e do respeito às diferenças”, explicam as professoras de Libras Luciene Almeida e Nilzete Mendonça, responsáveis pelo projeto.

Durante a programação, os estudantes participaram de momentos de conscientização sobre a surdez e tiveram contato com a Libras. Um dos destaques foi uma apresentação musical em língua de sinais, que contou com a participação dos alunos.

Segundo as professoras, a atividade despertou curiosidade. Muitos estudantes ficaram interessados em entender como funciona a Libras e demonstraram vontade de aprender novos sinais. Mais do que uma atividade realizada em uma data especial, a proposta também chamou atenção para algo que precisa fazer parte de todos os dias: a inclusão. Na escola, a estudante surda participa das atividades e recebe apoio para facilitar sua comunicação e interação com professores e colegas.

Essa convivência também gera aprendizado para os alunos ouvintes. Para Luciene e Nilzete, valores como respeito, empatia e amizade são fortalecidos quando os estudantes percebem, na prática, que as diferenças não impedem ninguém de aprender, participar e construir amizades. Depois da ação, as professoras perceberam ainda uma maior aproximação dos alunos com a colega. O interesse em se comunicar com ela por meio da Libras aumentou, mostrando que aprender alguns sinais também pode ser uma maneira de diminuir distâncias.

Apesar dos avanços, ainda existem desafios. Um deles é ampliar o conhecimento sobre Libras dentro do ambiente escolar e buscar cada vez mais recursos capazes de garantir uma inclusão de qualidade. Para as professoras, experiências simples podem provocar mudanças importantes na maneira como crianças e adolescentes enxergam quem se comunica de uma forma diferente.

“Incluir é acolher, respeitar e valorizar cada pessoa. Pequenas ações, como uma apresentação musical em Libras, podem ensinar muito e transformar a forma como os alunos enxergam as diferenças”, destacam.

No fim, a atividade deixou uma lição que não precisa de tradução: quando todo mundo encontra espaço para se comunicar, a escola também se torna um lugar onde todos podem pertencer.

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