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Frio aumenta casos de doenças respiratórias: saiba identificar os sintomas e como se proteger

Colaboração Gisele Godoi

Com a chegada das baixas temperaturas, cresce também a preocupação com as doenças respiratórias, que costumam registrar aumento significativo nesta época do ano. Gripe, Covid-19, influenza, resfriados e outras infecções das vias respiratórias encontram condições favoráveis para se espalhar, principalmente porque as pessoas passam mais tempo em ambientes fechados e com pouca circulação de ar.

Embora muitas dessas doenças apresentem sintomas semelhantes, existem algumas características que ajudam na identificação. A gripe, causada pelo vírus influenza, geralmente surge de forma repentina, com febre alta, dores intensas no corpo, dor de cabeça, cansaço acentuado e tosse. Muitas pessoas relatam uma sensação de abatimento que pode durar vários dias.

Já a Covid-19 pode apresentar sintomas parecidos com os da gripe, como febre, tosse, dor de garganta e fadiga, mas também pode causar perda ou alteração do olfato e do paladar, além de falta de ar em alguns casos. No entanto, desde o surgimento de novas variantes, o quadro clínico pode variar bastante, tornando necessária a realização de testes para confirmação do diagnóstico.

Os resfriados comuns costumam ser mais leves e têm como principais sintomas coriza, espirros, congestão nasal e dor de garganta. A febre, quando aparece, geralmente é baixa e de curta duração. Apesar de menos agressivos, os resfriados também exigem cuidados para evitar a transmissão.

Além dessas doenças, crianças pequenas podem desenvolver bronquiolite, uma infecção viral que afeta os pulmões e provoca chiado no peito, tosse persistente e dificuldade para respirar. Já os idosos e pessoas com doenças crônicas apresentam maior risco de desenvolver complicações, como pneumonia, que pode causar febre, tosse com secreção, dor no peito e dificuldade respiratória.

Especialistas alertam que alguns sinais indicam a necessidade de procurar atendimento médico imediatamente, como falta de ar, febre persistente, cansaço extremo, queda da saturação de oxigênio, sonolência excessiva ou piora rápida do estado geral. Em crianças, a recusa para se alimentar, dificuldade para respirar e diminuição da ingestão de líquidos também merecem atenção.

O tratamento depende do diagnóstico e da gravidade dos sintomas. Na maioria dos casos, repouso, hidratação e medicamentos para controle da febre e das dores são suficientes. No entanto, a automedicação deve ser evitada, principalmente o uso de antibióticos sem orientação médica, já que essas doenças são causadas, em sua maioria, por vírus.

A prevenção continua sendo a principal aliada da saúde durante o outono e inverno. Manter a vacinação contra gripe e Covid-19 em dia, higienizar as mãos frequentemente, manter os ambientes ventilados, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar e evitar contato próximo com pessoas doentes são medidas que ajudam a reduzir a transmissão dos vírus.

Com a circulação maior de doenças respiratórias nesta época do ano, os cuidados devem ser redobrados. A busca por atendimento, quando necessário, pode fazer toda a diferença para evitar complicações e garantir uma recuperação mais rápida e segura.

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