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Jornal Tribuna do Norte

Da primeira exposição regional de animais à Expovap (III)

Publicações do passado

Publicava-se no jornal Tribuna do Norte dos anos trintas

ALTAIR FERNANDES CARVALHO

Depois daquela primeira exposição regional de animais realizada pelo estado em Pindamonhangaba, em 1905, na área do antigo hipódromo (hoje ocupada pela Santa Casa), no final dos anos sessentas os torneios leiteiros começaram a ser a atração e foram o primeiro passo para o surgimento da nossa exposição agropecuária.

Em 1970, com a denominação ‘1ª Exposição Agropecuária de Pindamonhangaba’, numa só realização aconteceram também o IV Torneio Leiteiro, a 1ª Exposição de Produtos Agrícolas e a 2ª Exposição de Animais. Conforme o que se havia combinado no ano anterior, passou a integrar a programação festiva elaborada para comemorar a semana dedicada ao aniversário da cidade.

Aconteceu de 7 a 9 de julho, em área da Cooperativa de Latícinios. Na realização, o Sindicato Rural contou com a colaboração da Prefeitura e da Casa da Agricultura. A Prefeitura foi quem cuidou da adequação do local à realização.

Outra novidade foram as provas de montaria com a etapa classificatória para o Campeonato Mundial de Montaria que aconteceria em Barretos no mês seguinte, com nomes consagrados no circuito internacional de rodeios.

Devido ao êxito alcançado naquela empreitada, ficava então decidido pelos encarregados da exposição, contando com a colaboração da comissão de festejos do 10 de julho, que as mostras passariam a ser realizadas na ‘Semana 10 de Julho’, como parte integrante das comemorações alusivas à data magna da cidade.

O sucesso do evento, que naquele ano havia contado com as presenças do governador Abreu Sodré, seus assessores, prefeitos da região e deputados, animava seus organizadores e realizadores a acreditarem que se tornaria uma concorrida exposição do gênero no Vale e região.

Em 1971: Sindicato Rural adquire área para a realização

Na TN de 18/7/1971 veio a notícia de que a festa agropecuária ocorreria de 7 a 11 de julho em área de 41.000 m² adquirida pelo Sindicato Rural. O local (rua Frederico Machado) foi comentado por ocupar a área urbana, distar 800 metros da praça central (Monsenhor Marcondes).

Foi aquele o ano que o Sindicato realizou pela primeira vez em sua histórica área onde hoje se encontra instalado um grande supermercado.

Em 1972

A Tribuna (edição de 8/7/72) a divulgou como IV Exposição Agropecuária e foi realizada no período de 6 a 10 de julho no mesmo local da anterior.

Na edição posterior, nos comentários referentes à exposição, destacamos o parágrafo que revela a intenção de se construir um espaço permanente para o evento.

“A promoção do Sindicato rural superou o êxito das anteriores e representou um passo decisivo para a construção do recinto permanente das exposições na área que um grupo de idealistas adquiriu e doou àquela entidade”. (Tribuna, 15/7/72)

Em 1973

Nos mesmos moldes das anteriores, realizada de 6 a 11 de julho com a denominação V Exposição Agropecuária e Industrial (TN 23/6/73).

Em 1974

Estampado anúncio de página inteira na edição de 29/6/74 referente à V Exposição Agropecuária e Industrial.

Em 1975 a interrupção do evento

A edição de 28/6/75 trouxe o artigo do Sindicato Rural intitulado ‘Por que não haverá este ano a Exposição Agropecuária e Industrial’.

Assinado pelo presidente daquele sindicato, então Carlos Francisco Puppio Marcondes, o artigo expressava que apesar do interesse e desejo de manter ininterrupto aquele evento, sucesso já há seis anos, infelizmente, não seria possível realizar aquela que seria a 7ª edição.

Os motivos da interrupção, que se encontram enumerados e registrados, na íntegra, na edição acima mencionada, em suma seriam: a falta de um ‘parque permanente’ para as realizações anuais do evento. Por conta disso, encontravam dificuldades para se ‘montar a exposição’; o fato de o evento não ter sido oficializado pela Secretaria de Agricultura causava certo desânimo entre os participantes (setores: agrícola, pecuário e até industrial); o não reconhecimento oficial do evento por parte da Secretaria da Agricultura se devia ao fato dos promotores não apresentarem local apropriado para realizá-lo.

Revelava também o Sindicato Rural que o terreno onde até então fora realizado o evento agropecuário estava sendo vendido. Pretendiam, com o valor arrecadado na venda, construir uma nova sede para abrigar o sindicato (ampla, moderna e capacitada a abrigar os departamentos de assistência aos associados).

Concluindo, revelava ainda o sindicato, através de seu presidente, que em terreno que seria doado pelo governo, com cujos membros já haviam mantido os necessários contatos, especialmente com o secretário da Agricultura, haveria de ser construído o ‘Parque Permanente’ para a realização dos eventos de forma oficial.

História

Altair
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