Um dos grandes problemas do mundo atual, e do Brasil, em especial, ultrapassando as questões da economia e da segurança e criminalidade, é a CORRUPÇÃO.
Na escala ( que vai de zero=alta corrupção a 100= ausência de corrupção) denominada Índice de Percepção da Corrupção (I.P.C.) o nosso país atinge 35 pontos, a vergonhosa 107ª posição entre 180 países analisados. O certo é que esse fenômeno deplorável afeta o bem-estar dos nossos patrícios e o desenvolvimento econômico-social, originando a desigualdade.
Numa rápida leitura nos nossos jornais, constatamos as fragilidades estruturais como a famosa “operação abafa” nos três poderes da República e a fragilidade escandalosa das investigações. A corrupção corrói o Estado Democrático de Direito e contribui para o declínio perigoso e preocupante da Democracia, sobretudo na gestão de recursos públicos, negando acesso à saúde, educação, e moradia, aprofundando o deplorável abismo social que atinge cruelmente as populações vulneráveis.
Uma vez feitas essa considerações iniciais, indagamos: como a Filosofia encara essa situação grave? O que ela propõe? Essa importante e essencial área do Conhecimento Humano analisa o fato em pauta, classificando-o não apenas como um mero crime, mas, como a quebra ética que destrói vidas, envolvendo principalmente a apropriação indevida de poder público para fins privados.
Realmente não podemos esquecer que o problema é bem antigo. Os Filósofos Gregos Platão e Aristóteles ensinavam: esse fenômeno acontece quando há falta de virtude e do fracasso em não atingir o bem-comum.
Dessa maneira, a Filosofia cumpre o seu papel ao nos auxiliar a refletir e entender esse flagelo social como um problema cultural que diz respeito a todos os seres humanos, ao questionar as origens da corrupção e propor soluções com base na ética e na transparência.









