

Conhecer grandes artistas, explorar diferentes formas de expressão e descobrir que uma mesma obra pode despertar interpretações completamente distintas. Essa foi a proposta da Bienal de Arte do CEL (Centro de Estudos de Línguas), da EE Prof.ª Antônia Carlota Gomes, que uniu o aprendizado da língua espanhola à arte e à cultura da Espanha e da América Latina.
Idealizado e coordenado pelo professor de espanhol Fernando Guaycuru, o projeto envolveu pesquisas, poemas, produções digitais e releituras artísticas desenvolvidas pelos estudantes. A iniciativa apresentou trabalhos inspirados em nomes como Pablo Picasso, Frida Kahlo, Fernando Botero, Salvador Dalí, Joan Miró e Violeta Parra, aproximando os alunos das trajetórias e dos estilos desses artistas.
A proposta representa uma mudança em relação às atividades realizadas em anos anteriores, que costumavam explorar festas, gastronomia e tradições de países de língua espanhola. Desta vez, o foco esteve nas artes visuais e na possibilidade de estimular os estudantes a observar, sentir, argumentar e construir suas próprias interpretações.
E vai muito além, do que reproduzir obras conhecidas, os alunos foram convidados a criar releituras com identidade própria. Em uma das atividades, receberam uma imagem da Mona Lisa sem o rosto e tiveram liberdade para reinventar a personagem. As produções deram origem a versões variadas, incluindo representações de uma Mona Lisa negra, japonesa, colorida e até mesmo associada à ganância.
O Aprendizado que ultrapassa a sala de aula
O desenvolvimento do projeto respeitou os diferentes níveis de conhecimento da língua espanhola. Os estudantes mais avançados participaram das pesquisas e conduziram as apresentações da exposição. Já os iniciantes contribuíram com pesquisas, montagem dos trabalhos, atividades com poemas de Pablo Picasso e produções artísticas. Dessa maneira, todos encontraram uma forma de participar, colaborando para a construção coletiva da mostra. A exposição reuniu uma seleção dos trabalhos desenvolvidos, incluindo produções digitais feitas no Canva e releituras artísticas.
Na abertura, os alunos dos 6º anos A, B e C visitaram a exposição em pequenos grupos, o que permitiu uma observação mais tranquila das obras e das explicações apresentadas. A programação também contemplou os 7º anos A, B e C. Ao final do período de visitação, a expectativa era alcançar aproximadamente 194 estudantes do período da tarde.
Além de conhecer as produções, os visitantes foram convidados a participar de uma atividade interativa, compartilhando percepções e refletindo sobre os sentimentos, símbolos e significados despertados pelas obras.
Para o professor Fernando Guaycuru, a experiência proporcionou uma oportunidade de ampliar o contato dos estudantes com a arte, a cultura e o idioma espanhol. Ele destaca o entusiasmo dos alunos dos 6º anos diante dos quadros e o interesse demonstrado pelas histórias dos artistas. A iniciativa reforça o papel da arte como ferramenta de aprendizagem e expressão, estimulando o trabalho em equipe, a criatividade e o respeito às diferentes maneiras de interpretar o mundo. Afinal, diante de uma obra, nem todos enxergam a mesma coisa — e é justamente nessa diversidade de olhares que também nasce o aprendizado.








