Hoje pensei em falar de palavras que curam e que chegam devagar.
Não fazem barulho, não prometem grandes mudanças. Apenas encontram um lugar dentro da gente e, de algum modo, aliviam. Podem vir de livros ou não…
Às vezes, é um simples “eu entendo”. Um “vai ficar tudo bem”.
Ou até um “você não precisa dar conta de tudo hoje”.
Vivemos cercados de palavras. Algumas ferem, outras permanecem. Mas existem aquelas que parecem ter sido feitas para cuidar.
Uma palavra gentil pode mudar o rumo de uma conversa. Devolver coragem a quem estava quase desistindo. Pode lembrar alguém de que ele não está sozinho.
E talvez seja por isso que precisamos escolher melhor o que dizemos.
Porque nunca sabemos a batalha que alguém está enfrentando em silêncio.
Que nossas palavras sejam abrigo, quando puderem ser.
Que levem calma, quando houver pressa.
Que ofereçam esperança, quando ela estiver faltando.
Afinal, se não podemos resolver todas as dores, podemos, ao menos, não acrescentar nenhuma.
E isso também é uma forma de amor.
Exercício de leitura
Leia o texto uma primeira vez em silêncio, sem pressa.
Na segunda leitura, escolha uma frase que tenha tocado você. Pare por alguns segundos e pergunte a si mesmo: “Que palavra eu preciso ouvir hoje?”
Depois, pense em alguém que talvez esteja precisando de uma palavra de acolhimento e, se puder, ofereça-a. Pode ser uma mensagem, um abraço ou simplesmente um “estou aqui”.
Às vezes, uma palavra dita no momento certo também pode ser um gesto de cuidado.









