
Na Rua Professor Carlos Ferreira César, a poucos passos do antigo prédio da Câmara Municipal e no caminho que leva aos muros laterais do Centro de Estudos de Línguas “Dr. Rodrigo Romeiro”, ergue-se uma residência que, à primeira vista, pode parecer apenas mais uma entre tantas construções tradicionais de Pindamonhangaba.
Por trás de sua fachada de linhas sóbrias e adornos característicos de seu tempo, porém, existe uma singularidade que a torna verdadeiramente especial: ao longo de sua história, aquela casa foi construída e habitada apenas por professores.
Erguida em 1958 pelo professor Manoel César Ribeiro (1919–1981), a residência nasceu já marcada pela vocação do ensino e do serviço público.
Casado com Dona Eloyna Salgado Ribeiro — professora, escritora e trovadora — Mané Ribeiro formou uma numerosa família.
Mas não foi apenas educador: também foi líder ruralista e político influente, tendo sido vereador e prefeito em dois períodos.
Pouco depois, a casa passou a abrigar o professor Augusto César Ribeiro, conhecido como Augustinho Ribeiro, figura versátil que atuou como radialista, poeta e artista, além de participar de produções cinematográficas.
Na sequência, a residência foi adquirida pelo professor Lauro Vicente de Azevedo, que também constituiu família numerosa e deixou sua marca no município.
Entre seus descendentes está Rogério José de Azevedo, o “Socó”, figura tradicional do carnaval local.
A casa reuniu, ao longo do tempo, personagens importantes da história de Pindamonhangaba.
Hoje, permanece como um símbolo raro: um lugar onde o saber sempre encontrou morada.









