Bem-vindo ao Jornal Tribuna do Norte   Clique para ouvir áudio Bem-vindo ao Jornal Tribuna do Norte

Jornal Tribuna do Norte

A OAB em Pindamonhangaba (conclusão)

Para concluir a história de como Pindamonhangaba passou a contar com uma Seção da Organização dos Advogados do Brasil, homenageamos nesta edição os ilustres cidadãos responsáveis pelo histórico feito.

A solenidade de posse e instalação da Subseção da OAB -Pindamonhangaba aconteceu em novembro de 1975 no antigo Fórum do município, denominado Desembargador Eduardo de Campos Maia. A homenagem a esse magistrado brasileiro, conceituado juiz também nomeado ministro do Tribunal de Justiça de São Paulo, foi estendida, com a perpetuação de seu nome, na denominação da praça onde o prédio se encontra instalado. A sede do judiciário local ali funcionou até o início de 2008, quando no mês de junho desse referido ano passou a atender em suas novas instalações na rua Alcides Ramos Nogueira, 780 – Mombaça. O histórico prédio do Fórum da praça Campos Maio, numa iniciativa do governo municipal, está passando pelas reformas necessárias para abrigar a nova sede administrativa da Secretaria de Saúde

Francisco Piorino Filho
Advogado. Bacharelou-se em Direito pela Unitau – Universidade de Taubaté, em 1965

Nascido em Pindamonhangaba no dia 12 de fevereiro de 1926, filho de Francisco Piorino e Maria Rosa Barbosa. Foi casado com Therezinha Villela Piorino e pai de Francisco Piorino Neto (filho único). Seus primeiros estudos foram realizados em Pindamonhangaba e em Lorena. Depois diplomou-se Técnico em Contabilidade pela Escola Técnica de Comércio Dr. João Romeiro, em sua terra natal; bacharelou-se em Direito pela Unitau e obteve Licenciatura Plena (graduação) em São Paulo, pela ‘Campos Salles’.

Homem Público. Foi vereador de Pindamonhangaba por três legislaturas consecutivas, exercendo o mandato parlamentar no período de 1960 a 1972 (sendo presidente da Câmara, vice, 1º e 2º secretário e integrante de várias comissões).

Pelo Executivo sua atuação na Prefeitura se deu nos governos municipais de Geraldo Alckmin, Thiers Fernandes Lobo e João Bosco Nogueira), quando foi: procurador jurídico, diretor do Departamento de Administração (que abrangia os setores hoje com status de secretaria: Educação, Promoção Social, Saúde, Cultura e Licitação e Compras), Chefe de Gabinete, Relações públicas e responsável pela Guarda Municipal; Ainda na Prefeitura foi, em atividade paralela a de Chefe de Gabinete, presidente da Fundação Dr. João Romeiro (mantenedora do jornal Tribuna do Norte).

Também atuou como assessor parlamentar do deputado estadual João Carlos de Oliveira, “João do Pulo”, e na direção da Associação Atlética Ferroviária.

Líder voluntário. Sobre as atividades que exerceu voluntariamente (não remuneradas), atendeu com seu trabalho a uma significativa lista de entidades, sendo algumas delas aqui lembradas: Esporte Clube Jardim (também foi fundador); Grêmio 3 de Maio (também foi fundador); São Paulo Futebol Clube de Pindamonhangaba; Liga Municipal de Pindamonhangaba; Corporação Musical Euterpe (também secretário e tesoureiro); Sociedade Civil de Ensino de Pindamonhangaba, mantenedora do Colégio Comercial Dr. João Romeiro; SOS-Serviço de Obras Sociais; ASPMP – Associação dos Servidores Públicos Municipais de Pindamonhangaba; OAB – 52ª Subseção de Pindamonhangaba e outras.

Cultura e Imprensa. Foi por duas vezes presidiu a APL-Academia Pindamonhangabensede Letras e, merecidamente tornou-se seu ‘Presidente de Honra’; integrou o IEV-Instituto de Estudos Valeparaibanos. Como jornalista e cronista atuou nos jornais: Tribuna do Norte, 7 Dias, Jornal da Cidade, Perfil, O Estado de São Paulo e Gazeta Esportiva; foi correspondente da TV Record e locutor da Rádio Difusora de Pindamonhangaba

Escritor e Historiador. Sua primeira obra surgiu em 1989, quando pesquisou, escreveu e publicou “Os Pindamonhangabenses da Guarda de Honra do Príncipe Dom Pedro”. A partir daí pegou o gosto pelo difícil e gratificante compromisso de trazer de volta (apesar dos empecilhos normais e pontuais encontrados pelos escritores pesquisadores), a saga e os grandes feitos dos ilustres filhos que propagaram o nome desta cidade. São pelo menos 15 as obras do gênero, todas publicadas as suas custas, legítimo produtor independente.

Francisco Piorino Filho deixou-nos no dia 12 de fevereiro de 2026 e, devido à atuação em várias e diversificadas atividades, tornou-se um cidadão inesquecível…

(Francisco Piorino deixou um legado indelével na cidade)

João Bosco Nogueira
Advogado. Bacharelou-se em Direito pela Unitau – Universidade de Taubaté, em 1969

Nasceu em Pindamonhangaba em 15 de novembro de 1942, filho de Alcides Ramos Nogueira e da professora Orlinda Nogueira. Foi casado (é viúvo) com Isabel do Carmo Nogueira, com quem teve os filhos: Giovana, Luís Henrique e Ulisses. Iniciou seus primeiros estudos em Pindamonhangaba e os concluiu em São Paulo.

Homem público. Iniciou na carreira política em 1967, sendo eleito para vereador em 1968 e para prefeito em 1972. No Executivo exerceu seu primeiro mandato de 1973 a 1976. Reeleito prefeito em 1982 para um mandato de seis anos. Em 2004 foi eleito para vice-prefeito e, em 2005, assumiu a Secretaria do Desenvolvimento Econômico da prefeitura.

Como prefeito de Pindamonhangaba é inquestionável o trabalho que fez pela industrialização da cidade e pelo esporte local. Também se preocupou pelo desenvolvimento da imprensa local. Ao final de sua segunda gestão foi responsável pelas melhores condições de trabalho proporcionadas ao jornal Tribuna do Norte (em antiguidade, 2º do estado de São Paulo, 5º do Brasil e 9º da América Latina) que, na época saiu dos fundos do Palacete 10 de Julho (então prédio da prefeitura) e passou a funcionar na rua dos Bentos, 450 – Alto do Cardoso, em amplas instalações. Foi quando Tribuna foi renovada em seu parque gráfico (linotipos, impressora etc.) e em seu quadro de funcionários e passou a ser jornal diário pela primeira vez.

(João Bosco Nogueira foi prefeito de Pinda por duas vezes)

Waldomiro Benedito de Abreu
Advogado. Bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco – USP Universidade de São Paulo

Nascido em Pindamonhangaba, no dia 24 de abril de 1914, filho de Benedito Leite de Abreu e Maria Benedita da Silva Leite de Abreu, foi casado com a professora Olga Trigueirinho de Abreu, sendo pai de três filhos: Rusenir, Ricardo e Roberto. Seus primeiros estudos foram feitos em Pindamonhangaba e antes de se tornar bacharel em Direito, formou-se professor pelo Instituto Caetano Campos

Como advogado, professor, político (vereador), escritor, historiador, poeta (sonetista e trovador), se destacou pelo comportamento idôneo e elevado conceito de moral e honestidade. Por estas e outras qualidades, era pessoa que inspirava confiança plena, geral e irrestrita como cidadão e homem público nas diversas atuações que exercia.

No magistério lecionou nos municípios de Mirassol, Araçatuba, Catanduva, São Paulo, Jacareí, Nova Friburgo e em sua terra natal, onde também foi diretor da escola estadual na época denominada Instituto de Educação João Gomes de Araújo.

Homem público. Na política municipal foi eleito vereador para o mandato 1956-1959, quando também presidiu a Câmara de Vereadores. De sua atuação enquanto vereador destacamos a criação, em 30 de agosto de 1956, do Arquivo Histórico “Athayde Marcondes”, primeiro arquivo histórico da cidade. Modernizado com a digitalização de acervos pelo Centro de Memória Barão Homem de Mello, que funciona no Palacete 10 de Julho.

Adepto da doutrina espírita kardecista, também foi o autor do projeto que resultou em lei municipal (de 3/10/1956), concedendo o reconhecimento como entidade de utilidade pública ao Lar de Velhos Irmã Terezinha.

Outro projeto interessante e não menos importante de sua autoria, resultou na criação de cursos elementares anuais de língua esperanto na Biblioteca Municipal “Vereador Rômulo Campos D’ Arace” em agosto de 1956.

Ainda como homem público, também foi secretário municipal da Cultura. Assim como em sua atuação na Casa Legislativa, sempre trabalhou pela preservação e resgate da memória e história de Pindamonhangaba e seu povo.

Escritor historiador. Escreveu “Miudezas Filológicas”, reparos críticos a artigos do professor Francisco da Silveira Bueno, da Universidade de São Paulo, e às traduções do inglês de Samuel Ribeiro e de João Acioli, Araçatuba, 1942 (esgotado); “Machado de Assis e um Crítico”, 2ª série de apostilas aos artigos do professor Silveira Bueno, Araçatuba, 1943 (esgotado); “Algumas Notas para a História de Pindamonhangaba”, edição dos Poderes Públicos Municipais de Pindamonhangaba, Gráfica Tupi Ltda. – Editora. Rio de Janeiro, 1957; “Ninguém Fundou Pindamonhangaba”, artigo em Revista de História, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, da USP, nºs. 97, 98, 99 e 101; “A Defesa dos Documentos Históricos – Imperativo da Soberania e Memória Nacionais”, Egetal, Taubaté, 1974 (versa o artigo 1.215, do Código de Processo Civil); “Pindamonhangaba – Tempo & Face”, Prefeitura de Pindamonhangaba, 1977 – Editora Santuário, Aparecida-SP.

Em 2014, graças ao amigo, médico literato Dr. Lélis Nogueira, trabalho que envolveu a participação da escritora Juraci Faria, aconteceu o lançamento (pós morte) de seu livro de poesia e trova “Os Olhos e Outras Poesias”.

Cultura. Fiel compromissado às atividades relacionadas às letras, à história e à advocacia, foi respeitável membro da Seção local da OAB; da APL – Academia Pindamonhangabense de Letras; do Instituto de Estudos Valeparaibanos; do Pen Clube e do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.

Kardecista. Juntamente com seu irmão, jornalista Anibal Leite de Abreu (1921-1996), foi divulgador praticante da doutrina espírita codificada pelo francês Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizar Rivail).

Suas últimas atuações como espírita se deram no Centro Espírita ‘Caridade e Amor’, em Pindamonhangaba.

Waldomiro de Abreu desencarnou no dia 21 de julho de 1999, aos 85 anos.

História

Altair
Altair
loader-image
Pindamonhangaba, BR
19:41, pm, outubro 15, 2026
21°C
céu limpo
68 %
Wind Gust: 10 Km/h
Clouds: 3%
Sunrise: 06:38
Sunset: 17:38

Notícias relacionadas

Categorias

Redes Sociais

Clique para ouvir áudio