Naquele dia, era para ser apenas uma aula inicial de crochê, mas terminou virando uma grande aventura.
Assim que chegamos, recebemos das professoras novelos de lã e agulhas. Com calma, as professoras explicaram como fazer os primeiros pontos (a famosa “correntinha”); olhando elas fazerem, parecia ser bem fácil. Porém, quando chegou a nossa vez, a história foi bem diferente.
As agulhas escapavam, as lãs começaram a se enrolar nos dedos, o ponto saía torto, tudo errado. Minutos depois, a sala estava cheia de risadas.
A colega do lado tentou desfazer um nó e acabou fazendo outro maior ainda. Outra olhou assustada para o próprio trabalho e perguntou:
— Professora, isso era para ficar assim mesmo?
A professora riu e respondeu:
— Pode ficar melhor.
Não queríamos desistir mesmo com as dificuldades; errávamos, desmanchávamos e começávamos de novo. Os pontos, aos poucos, começavam a ficar melhor, quase chegando igual aos das professoras.
Ao final da aula, percebemos que tínhamos aprendido muito mais do que pontos de crochê. Aprendemos que errar faz parte do aprendizado, que é preciso ter paciência, foco, que quando estamos juntos, até os erros podem virar motivo de divertimento.
Saímos da aula felizes e com a certeza de que na próxima aula levaríamos mais lãs, mais paciência e, principalmente, mais vontade de rir!








