
O 19° Festival de Marchinhas de Pindamonhangaba chegou ao fim no domingo (8), reafirmando a força da cultura popular e a tradição do carnaval raiz na cidade. Realizado na Praça Sete de Setembro, o evento reuniu artistas, compositores e o público em três noites marcadas por criatividade, humor, crítica social e muita identidade cultural.
Nesta edição de 2026, o festival prestou uma homenagem especial a Rute Eliana dos Santos, referência na preservação da memória carnavalesca e das manifestações culturais do município. Ao longo da programação, marchinhas de diferentes cidades animaram o público e transformaram a praça em um grande palco de celebração da música popular brasileira.
A grande final definiu os vencedores do festival. O 1º lugar, com o Troféu Alarico Corrêa Leite, ficou com a marchinha “Um Nó Só”, interpretada por Gê Drumond e Débora Yoshizumi, de Taubaté. O 2º lugar, Troféu Zé Sambinha, foi para “Barnabé”, de Van Bee, de Caçapava. Já o 3º lugar, Troféu Celso Guimarães, ficou com “O Ventríloquo”, de Julinho Mendes e Claudia Gil, de Ubatuba. Representando Pindamonhangaba, a marchinha “Homônimos” conquistou o 4º lugar, recebendo o Troféu Maestro Arthur dos Santos.
Outras categorias também foram premiadas. “Um Nó Só” venceu como Melhor Figurino (Troféu Cida Novaes), Van Bee recebeu o prêmio de Melhor Intérprete (Troféu Hélio Camargo) e “Caipiranhas Dá”, de Pindamonhangaba, levou o troféu de Melhor Torcida (Troféu Franco Neto).
Criado em 1971 pelo radialista Darci Torres, o Festival de Marchinhas é reconhecido como patrimônio cultural de Pindamonhangaba e do Vale do Paraíba, valorizando compositores locais e de diversas regiões do país e mantendo viva uma das manifestações mais queridas do Carnaval brasileiro.
Para a secretária de Cultura e Turismo, Rebeca Guaragna, o festival reafirma a identidade cultural do município. “O Festival de Marchinhas é um espaço de memória, criação e encontro. Preservar essa tradição é valorizar nossos artistas, nossa história e o Carnaval que atravessa gerações, mantendo viva a cultura popular de Pindamonhangaba”, destacou.








