Vou contar um pouco sobre o Francisco Piorino Filho. Para os amigos e familiares Nenê Piorino, porque seu pai, era o “seu” Francisco do armazém. Então o filho, com o mesmo nome, virou Nenê.
Eu já o conhecia mais ou menos, mas nossa amizade cresceu quando eu entrei na Escola do Comércio “João Romeiro”, onde ele era professor.
Lá nós fundamos (ele foi o cabeça), com outros colegas, o Grêmio 3 de Maio. Depois saí fui para Guaratinguetá e de lá para São Paulo, onde me formei Jornalista na FAAP.
Trabalhava na Folha do São Paulo, quando vim passar um fim de semana em Pinda. Ele me convidou para dirigir o Jornal Tribuna do Norte. Ele era chefe de gabinete do Prefeito João Bosco e a Tribuna era subordinada ao Gabinete. Então ele era o meu chefe. Assim nossa amizade foi crescendo.
Fiquei sabendo, portanto, que nos anos que estive fora, ele ocupou vários cargos importantes na cidade: Vereador, Presidente da Câmara, Presidente do SOS, Presidente da Euterpe, Presidente do São Paulinho local e também da Liga de Futebol. E depois, já no meu tempo, Presidente da Academia Pindamonhangabense de Letras e da Fundação João Romeiro.
Eu dirigi a Tribuna por 23 anos e, em uns 20 nós estávamos juntos. Ele gostava de escrever alguns artigos, inclusive, de vez em quando, o Editorial. E assim era nossa convivência: eu levava a seu conhecimento onde iríamos imprimir o jornal (quando a máquina, bem antiga, quebrava), eu o consultava sobre alguns problemas da Língua Portuguesa, quais as matérias da Prefeitura mais importantes para destaque e, quando tinha feriado na semana, os dias de circulação do jornal. E assim foi nossa convivência durante muitos anos.
Quando ele se aposentou, recolheu-se à sua casa e começou a escrever seus livros (ele já tinha alguns publicados). E assim foi até atingir (me parece) 15 livros.
Diante disso tudo, Pindamonhangaba perde um ilustre filho, que a amava, e o qual será sempre lembrado pelo seu legado cultural ao município.
Tchau Nenê Piorino!









