
Meiga Stella, de olhar meigo e divino,
com perfume sutil na boca ardente,
de corpo divinal, leve e franzino,
que passa em minha vida, indiferente.
Luz celeste que guia o meu destino
pela estrada sombria dum descrente.
Oásis de amor, inspiração de um hino,
alma de Deus, que vive refulgente.
Tu és, Stella, a música abafada,
que minha alma tristonha e alucinada
tange na harpa sensual dos meus desejos…
Poema de amor, oh! Sonho delirante,
dai para minha boca soluçante
o perfume bendito de teus beijos!
José Milad
Tribuna do Norte, 22 de dezembro de 1928









