Diante do crescimento dos transtornos de ansiedade, estresse e desequilíbrios emocionais, terapias integrativas como o reiki têm ganhado espaço no cuidado com a saúde. Criada no Japão no início do século XX, a técnica utiliza a imposição de mãos para canalizar energia vital, promovendo relaxamento, bem-estar e consciência emocional.
Em conversa com a colunista Daya, responsável pela coluna Saúde Integrativa, o mestre reiki e terapeuta holístico Jaya Deva explica que o reiki vai além de uma prática de alívio: ele pode ser um poderoso agente de transformação pessoal. “E eu sempre falo que o reiki é para todos, mas nem todos é para o reiki. Por quê? Porque para a gente buscar uma ferramenta de transformação, é preciso a gente estar disposto a se transformar”.
Essa entrega ao processo é o que, segundo o terapeuta, diferencia o reiki de outras abordagens: “O reiki não é só uma ferramenta de amor, é uma ferramenta também que vai mexer nas suas feridas. Só que, para mexer nas suas feridas, você tem que estar aberto. Só que a abertura para mexer na ferida dói. E quando dói, o que a gente faz? Se afasta. A gente não quer enfrentar, mexer, olhar de cara para aquilo”.
Jaya Deva atua com o sistema tradicional reiki Usui, que inclui técnicas como reprogramação mental, cirurgia espiritual e liberação de traumas e crenças limitantes. Ele observa, em sua prática, que muitos dos desafios enfrentados pelos pacientes estão ligados a padrões antigos e à falta de conexão interior. “Ele vai trabalhar a parte emocional, de ajudar na liberação de crenças, ideias, sentimentos e emoções de traumas que eu carrego lá do passado — e também de coisas que eu tenho limitações para realizar no dia de hoje”.
Para ele, o reiki se apresenta como uma resposta necessária aos desafios da vida contemporânea: “Hoje em dia, ansiedade, crise de pânico, insônia, estresse… a gente está num turbilhão. Eu acredito que nossa sociedade necessita mesmo de ferramentas, não só como o reiki, mas também o reiki, que trazem harmonia, equilíbrio, clareza, discernimento, direcionamento mesmo”.
Apesar de ser conduzido por um terapeuta, o reiki não é um caminho de dependência, e sim de autonomia. “O mestre reikiano não é o cara que está sentado lá na poltrona, sentado num lugar de visibilidade ali, dando ordens. Não. O reiki é: você vai fazer por você”.
A entrevista completa com o terapeuta holístico Jaya Deva está disponível no canal de YouTube da Tribuna: www.youtube.com/@tribunadonortepinda.








