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Prefeitura e Conselho realizam premiação de mulheres negras neste sábado

Divulgação.

A Prefeitura de Pindamonhangaba, por meio da Secretaria de Mulher, Família e Direitos Humanos, e o Conselho Municipal de Participação da Comunidade Negra realizam, no sábado (29), a 1ª Premiação de Promoção, Reconhecimento e Valorização de Mulheres Negras de Pindamonhangaba. A iniciativa é alusiva ao Dia Nacional da Mulher Negra e de Tereza de Benguela e ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha.


O evento é aberto ao público e será realizado a partir das 9 horas, no Museu Histórico e Pedagógico Dom Pedro I e Dona Leopoldina. Na ocasião, serão homenageadas mulheres por sua relevante ação na sociedade em prol desta causa.


De acordo com a Superintendência de Inclusão, Políticas Afirmativas e Diversidade, da Universidade Federal do Paraná, comemorado no dia 25 de julho, o dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha remonta ao ano de 1992 quando, em Santo Domingo, República Dominicana, realizou-se o 1º encontro de Mulheres Negras Latino-Americanas e Caribenhas. O encontro, além de propor a união entre essas mulheres, também visava denunciar o racismo e machismo enfrentados por mulheres negras, não só nas Américas, mas também ao redor do globo. Essa importante reunião conseguiu que a ONU, ainda em 1992, reconhecesse o dia 25 de julho como Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.


Ainda de acordo com a Sipad, no dia 25 de julho comemoramos o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra e o Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, a data foi sancionada pela Lei nº 12.987/2014. Tereza de Benguela foi uma líder do quilombo Quariterê, e viveu no século XVIII. Depois da morte do companheiro José Piolho, Tereza se tornou a rainha do quilombo, e através de sua liderança resistiram à escravidão por duas décadas até 1770, quando o quilombo foi destruído pelas forças do governador da capitania do Mato Grosso, Luiz Pinto de Souza Coutinho. Parte da população (79 negros e 30 índios) foi assassinada e outra, aprisionada. A data é um marco na luta contra o racismo e uma oportunidade para trazer este tema à tona, pois os dados sobre violência e desigualdade demonstram a realidade que atinge massivamente a população negra, principalmente mulheres, incluídas as transsexuais. De acordo com associação de Mujeres Afro, na América Latina e no Caribe, 200 milhões de pessoas (54% da população) se identificam como negras. E tanto no Brasil quanto fora, esse grupo é o que mais sofre com as desigualdades socioeconômicas e raciais.


“O 25 de julho firma a luta e a resistência da mulher negra, que sofre discriminação tripla por sua cor, por ser mulher e muitas vezes por sua condição sócio econômica e, para evidenciar a necessidade de enfrentar o racismo e o sexismo vivido até hoje por mulheres que sofrem com a discriminação racial, social e de gênero, faz-se necessário realizar processos de políticas públicas de conscientização e acima de tudo de valorização e reconhecimento”, comentou a diretora de Direitos Humanos da Prefeitura, Cidinha Pedroso. “Faz-se conveniente parabenizar o conselho da comunidade negra que tem realizado pautas importantes e fundamentais para desinvibilizar o povo negro de Pindamonhangaba”, completou.

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