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PRA NÃO ESQUECERMOS QUEM SOMOS. Porque eles não nos esquecem!!!

PRA NÃO ESQUECERMOS QUEM SOMOS. Porque eles não nos esquecem!!!

A fila do caixa andava devagar naquele fim de tarde qualquer, dessas em que a pressa é só um hábito e não uma urgência. Foi ali, entre compras triviais, que o Brasil voltou a se olhar no espelho e, como de costume, desviou o olhar.

O caso envolvendo o assassinato de João Alberto Silveira Freitas, dentro de uma unidade do Carrefour, não foi apenas uma tragédia isolada. Foi um lembrete incômodo.

Dizem que racismo é coisa do passado, sussurram alguns, enquanto apertam mais forte a bolsa ao ver um corpo negro passar. Curioso como o passado insiste em frequentar o presente, sem pedir licença.

Em São Paulo, ecoaram protestos, discursos, notas oficiais — uma sinfonia de indignação que, às vezes, dura menos que uma promoção de fim de semana.

Há quem diga que “faltou preparo”, como se preconceito fosse um problema técnico, resolvido com treinamento e um manual de conduta. Outros preferem culpar o indivíduo, isolando-o como um erro estatístico, conveniente e descartável. Assim, o sistema segue intacto, polido, eficiente — e seletivo.

No cotidiano, o racismo não grita sempre; às vezes, ele cochicha. Está no olhar desconfiado, na abordagem “de rotina”, na piada sem graça que insiste em se repetir. Pequenos gestos, grandes marcas.

A crônica de hoje não traz novidade. E talvez esse seja o maior problema. O extraordinário virou rotina, e o absurdo já não causa tanto espanto quanto deveria.

No fim, resta a pergunta que ninguém gosta de responder: até quando vamos tratar o racismo como acidente, se ele se repete com a precisão de um hábito?A fila do caixa andava devagar naquele fim de tarde qualquer, dessas em que a pressa é só um hábito e não uma urgência. Foi ali, entre compras triviais, que o Brasil voltou a se olhar no espelho e, como de costume, desviou o olhar.

O caso envolvendo o assassinato de João Alberto Silveira Freitas, dentro de uma unidade do Carrefour, não foi apenas uma tragédia isolada. Foi um lembrete incômodo.

Dizem que racismo é coisa do passado, sussurram alguns, enquanto apertam mais forte a bolsa ao ver um corpo negro passar. Curioso como o passado insiste em frequentar o presente, sem pedir licença.

Em São Paulo, ecoaram protestos, discursos, notas oficiais — uma sinfonia de indignação que, às vezes, dura menos que uma promoção de fim de semana.

Há quem diga que “faltou preparo”, como se preconceito fosse um problema técnico, resolvido com treinamento e um manual de conduta. Outros preferem culpar o indivíduo, isolando-o como um erro estatístico, conveniente e descartável. Assim, o sistema segue intacto, polido, eficiente — e seletivo.

No cotidiano, o racismo não grita sempre; às vezes, ele cochicha. Está no olhar desconfiado, na abordagem “de rotina”, na piada sem graça que insiste em se repetir. Pequenos gestos, grandes marcas.

A crônica de hoje não traz novidade. E talvez esse seja o maior problema. O extraordinário virou rotina, e o absurdo já não causa tanto espanto quanto deveria.

No fim, resta a pergunta que ninguém gosta de responder: até quando vamos tratar o racismo como acidente, se ele se repete com a precisão de um hábito?

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