Pai que mata filhos. Homem que mata freira a pauladas. Juiz que absolve estuprador. Amigos que nos caluniam pelas costas.
Quanta carência de generosidade, bondade e empatia. Infelizmente, eis a nossa realidade. E, acreditem: aqui vos fala uma das pessoas mais otimistas deste planeta!
Sempre fico muito impactada quando assisto aos jornais e acompanho as notícias do Brasil e do mundo. Vejo seres humanos apartados do divino e outros tantos adoecidos, com patologias severas como psicopatia e/ou sociopatia. Mentes criminosas. Mentes perversas. Mazelas do espírito e do ego.
O que podemos fazer para melhorar o mundo? Essa sempre foi a minha preocupação e o meu propósito.
Acredito que propósitos elevados, somados a ações concretas, podem muito. Não apenas nos enchem de vida, como nos movem em direção ao que é digno do ser humano. Propósitos elevados brotam de pessoas que prezam valores e condutas éticas, tais como: não-violência, não mentir, não trair, não matar — e tantos outros “nãos” necessários.
Mas, sobretudo, o grande “SIM”: sim à vida, ao amor, à paz, à amizade, à solidariedade, à palavra que acalenta, ao abraço que aconchega e ao olhar que acolhe.
Pequenos gestos podem tanto! Mas esses pequenos e belos gestos só brotam de corações bondosos.
E a ciência nos trouxe esperança: já foi comprovado que podemos cultivar a bondade por meio da prática da meditação. A técnica é simples — se meditarmos na bondade, desenvolveremos bondade em nós. Se meditarmos no ódio, cultivaremos ainda mais ódio.
Sou daquelas que lutaram para inserir a meditação nas escolas de Pindamonhangaba, para nossas crianças. Ainda não conseguimos plenamente, mas acredito que temos avançado bastante.
Eu acredito que municípios, estados e a federação precisam de líderes humanos, motivados e inundados de propósitos elevados, que ajam para transformar o seu entorno. Precisamos de lideranças que compreendam o funcionamento da mente e do espírito, e que desenvolvam valores éticos e humanos desde a tenra idade nas escolas.
Líderes que falem mais sobre cooperação e menos sobre competição. Governantes que amparem desde o mais miserável até o mais bilionário, de acordo com suas necessidades e possibilidades. Líderes que valorizem o humano em cada um de nós.
Precisamos de mais humanidade na Terra.
Estamos sangrando.
Eu grito por socorro.
Com esperança e com amor,
Daya








