
No início de 2008, um dos patrimônios históricos mais importantes de Pindamonhangaba passava por um processo de restauração que despertava a atenção da população. O Palacete 10 de Julho, construído na metade do século XIX e antiga residência dos Barões de Itapeva – um dos maiores latifundiários cafeeiros da época, começava a receber visitas monitoradas durante as obras de recuperação do prédio histórico.
Na época, a iniciativa permitia que moradores acompanhassem de perto o trabalho de restauração realizado no imóvel, considerado um dos principais monumentos históricos da arquitetura ligada ao ciclo cafeeiro do Vale do Paraíba. Foi tombado pelo Condephaat em 1969.
As visitas eram organizadas em grupos e conduzidas por profissionais responsáveis pelo projeto, que apresentavam detalhes sobre a estrutura, as pinturas, a arquitetura e o processo de preservação do local.
A iniciativa foi um projeto da Prefeitura de Pindamonhangaba em parceria com a Novelis, que investiu R$ 870 mil. A primeira fase da restauração começou em julho de 2007, e o restauro envolvia diferentes etapas, incluindo recuperação de paredes, telhado, pinturas e adaptações estruturais necessárias para utilização futura do prédio.
Quase duas décadas depois, o Palacete 10 de Julho segue sendo um dos símbolos históricos de Pindamonhangaba e atualmente abriga a Secretária de Cultura e Turismo, no subsolo se localiza o Arquivo Histórico do Centro de Memória Barão Homem de Mello e o Centro de Atendimento ao turista.








