
Mesmo com chuvas intensas na região, intervenções realizadas em 2025 ampliaram a capacidade de escoamento do rio Una e ajudaram a evitar alagamentos na estrada Pinda–Taubaté. As obras de limpeza e desassoreamento do rio Una tiveram início naquele ano e foram viabilizadas pelo Programa Rios Vivos, do Governo do Estado de São Paulo, com investimento de cerca de R$ 3 milhões.
O trabalho consistiu, principalmente, na retirada de material acumulado no leito do rio, ampliando o espaço por onde a água passa e ajudando a reduzir o risco de transbordamentos, especialmente em um trecho que sempre foi considerado sensível em períodos de chuva intensa.
No mesmo ano, a Defesa Civil registrou 803,0 mm de chuva no município, o menor volume dos últimos 11 anos. Ainda assim, o objetivo da obra foi preparar o rio para suportar melhor os períodos de maior instabilidade climática, quando a chuva se concentra em poucos dias e eleva rapidamente o nível das águas.
Os primeiros reflexos já são percebidos em 2026. Até o dia 19 de janeiro, o acumulado de chuva chegou a 133 mm, o que representa mais de 15% de todo o volume registrado em 2025. Em outras temporadas, esse patamar já acendia o alerta para novos alagamentos no trecho. Desta vez, porém, o rio Una manteve a vazão sem transbordar na área mais sensível da estrada.
Para o secretário de Meio Ambiente, Rafael Lamana, o resultado está diretamente ligado às melhorias feitas no rio. “A obra que foi feita, de limpeza e desassoreamento, aumentou a calha do rio, dando maior fluidez à vazão da água”, explicou.
Com o trecho crítico estabilizado, o município agora trabalha para avançar em novas etapas. A intenção é buscar recursos adicionais junto ao Governo do Estado, por meio do Programa Rios Vivos, para executar um novo trecho de desassoreamento e ampliar a proteção em outros pontos com histórico de alagamentos.
Quem passa pela estrada Pinda–Taubaté, na rodovia Amador Bueno da Veiga, se lembra do cenário que marcou o fim de 2024, quando a via foi registrada em imagens com grandes pontos de alagamento após o rio Una transbordar durante um período de chuva forte. Para motoristas, moradores e trabalhadores que utilizam o trecho diariamente, era um transtorno recorrente, com interdições, desvios e atrasos que, ano após ano, voltavam a se repetir na mesma época.
Em 2025, esse histórico começou a mudar com o início das intervenções no leito do rio, refletindo agora em mais segurança e fluidez mesmo em períodos de maior volume de chuvas.








