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O pensamento do filósofo David Hume

David Hume foi um Filósofo Historiador do Reino Unido, nascido em Edinburgo em 1711. Viveu 75 anos. Foi influenciado por Locke, e Descartes e, entre outros Filósofos, influenciou Kant e Rousseau, sendo considerado um dos maiores pensadores do Iluminismo, conquanto tenha sido acusado pela Igreja Católica como herege, por considerar a Moralidade e a Religião como resultado de costumes e hábitos, sendo os seus livros incluídos no “Índice de Livros Proibidos” pela mesma Igreja . Inspirado no Empirismo de Locke criou o Fenomenismo. Para Hume, todo conhecimento só é possível por meio das percepções da experiência, percepções estas advindas da consciência interna, associação de impressões, havendo, portanto, um conjunto de conteúdos da consciência. Entre as suas obras filosóficas, destacam-se: “Tratado sobre a Natureza Humana( 1740), “Pesquisa sobre o Entendimento Humano” (1748) e “Investigações sobre os Princípios da Moral” (1752). Sua obra mais importante foi “Entendimento Humano” na qual ele defendia a concepção de que todo conhecimento humano é derivado da experiência sensível do mesmo, podendo estas estarem vinculadas aos sentidos (impressões) ou às representações mentais ( ideias) delas oriundas.


O interessante no pensamento de DAVID HUME é que, segundo ele, se torna imperioso sempre se fazer uma limpeza das nossas concepções, pensamentos, chegando a firmar que, se considerarmos um livro sobre doutrina divina ou metafísica, sempre temos que indagar se existe algum raciocínio abstrato sobre tamanho ou números, ou raciocínio sobre acontecimento ou a vida que seja alicerçado em experiência. Se a resposta for negativa pode atirar a obra no fogo, uma vez que esse conteúdo é ilusão. Para ele, todas as idéias ou noções que ele denominou “Complexas” têm que ter correspondente no mundo material, senão será pura ilusão. Como Buda, achava que a vida humana é uma sucessão de ininterruptos processos físicos e mentais que modificam a pessoa a cada momento; não existe um eu rígido e imutável. Dessa maneira, ele rejeita o toda e qualquer tentativa de provar a imortalidade da alma e a existência de Deus. Era um agnóstico. Para ele, a crença em Jesus ou em milagres é puramente crença e não razão, sendo milagres simplesmente ruptura das leis da natureza.


Eis um pouco desse Filósofo que marcou época, que tomou o mundo cotidiano como ponto de partida para a sua reflexão, para quem o mundo é como é, e, nós vamos experimentando isso, pouco a pouco, no nosso percurso existencial. Por, fim reflitamos um pouco sobre o que ele afirmou: “O coração do homem existe para reconciliar as contradições mais notórias e, as belezas do das coisas existe no espírito de quem as contempla”.

José Valdez é médico, mestre e doutor pela USP, professor universitário, Magister ad Honorem da Universidade de Bolonha, e Professor Visitante das Universidades de Bonn, Munique, Colônia e Berlim (Alemanha). Professor Convidado da Universidade de Paris V (Sorbonne)

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