Surpresa total quando fui convidada para um passeio com um amigo querido que reside no Vale do Paraíba paulista.
Eu não sabia para onde estava indo. Ele fez segredo absoluto.
De repente, vi-me diante do portão de um lindo campo de golfe. Ao atravessá-lo, senti que ali havia outro ritmo, outra energia.
Um enorme gramado integrado à natureza, lago, inúmeras tonalidades de verde que traziam harmonia e paz indescritíveis.
No local existe um hotel tombado pelo Patrimônio Histórico, com arquitetura de Oscar Niemeyer, paisagismo de Burle Marx e arruamento com layout de Prestes Maia. Há um restaurante com painel de Di Cavalcanti retratando o cotidiano do Vale do Paraíba na década de 1950, além de um afresco de Ricardo Menescal na capela.
É um verdadeiro refúgio, com mais de 70 anos de história.
Caminhamos silenciosamente. Tudo era suave. Até o canto dos pássaros parecia em tom baixo.
Um dia inesquecível. Um lugar onde caminhar já é suficiente. Onde o silêncio conversa. Por algumas horas, o mundo parece parar.








