Entrei na papelaria para comprar papel sulfite. Na prateleira logo a minha frente algo me chamou a atenção e fui em sua direção.
Era uma caixa de lápis de cor, daquelas grandes de 48 cores com dois andares, com se apresentava como uma A caixa lápis de cor maleta de tesouros.
Fui invadida por uma saudade doce, da época na escola primária, quando a caixa de lápis de cor não era apenas um objeto. Era um universo inteiro.
Nela a imaginação voava longe, surgiam, florestas, onde as árvores falavam, os castelos flutuavam, os cavalos alados azuisfaziam acrobacias no ar.
Tudo isso ganhava vida através de um simples risco na folhabranca de papel sulfite.
Acordei das lembranças, precisava comprar papel sulfite.
Por um momento pensei, nãoera aquela doce lembrança doslápis de cor, mas sim da coragemde desenhar o impossível, da inocência, da liberdade de como viao mundo ao meu redor, de acreditar que uma folha em brancopodia conter o infinito.
Refleti por um momento; talveza vida seja isso: uma eterna tentativa de reencontrar nossa velha caixade lápis de cor e naquele momentoeu sabia o que fazer com ela.








