
Colaboração: Gisele Godoi e Maria Sousa
Os condomínios têm buscado oferecer cada vez mais benefícios e comodidade aos seus moradores. Assim, além de espaços de lazer e áreas gourmet, muitos possuem agora seus próprios mercadinhos.
Esses empreendimentos, que surgiram com a pandemia do coronavírus em 2020, têm se tornado uma tendência que cresce a cada dia. Eles são chamados de honest markets, ou seja, totalmente autônomos.
O empresário Carlos Silva, proprietário do espaço “All In”, conta que iniciou neste ramo com o convite de seu sócio, Pedro Moura, e viu um negócio promissor.
“Antes de entrar nesse segmento, trabalhei por 20 anos na indústria e, em dezembro de 2023, decidi empreender em novas áreas. Quando meu sócio me convidou para esse desafio, enxerguei uma grande oportunidade de inovar e trazer mais comodidade para os moradores de condomínios”, disse.
E o nome “All In” não foi escolhido por acaso. Segundo Carlos, que é amante do poker, esse termo é utilizado no jogo.
“No poker, o all in é o momento em que um jogador aposta tudo, colocando todas as fichas na mesa. A ideia do nome veio justamente desse conceito: oferecer um mercado que tem tudo dentro, sempre à disposição dos moradores”, comentou.
Além disso, ele também compara o nome com o ato de empreender.
“Se tornar empresário também é um all in na vida real. Quando decidimos abrir o negócio, apostamos totalmente na ideia, investindo nosso tempo, energia e dedicação para fazer dar certo. O nome traz o compromisso de sempre entregar o melhor serviço aos nossos clientes”, afirmou.
Sobre os desafios, ele comenta que o maior deles está nos espaços disponibilizados para a implantação desse comércio.
“O principal desafio para essa expansão não está na viabilidade do modelo, mas sim nas áreas destinadas aos mercadinhos, que são pequenas, o que limita a variedade de produtos que podemos oferecer. Ainda assim, com um bom planejamento e otimização do espaço, é possível ampliar o mix de produtos e atender ainda mais às necessidades dos moradores”, completou.
Atualmente, os dois sócios possuem duas unidades em Pindamonhangaba e pretendem abrir mais três unidades. Além disso, planejam transformar o All In em uma franquia, levando essa solução para novos condomínios.